Quando as promessas de campanha encontram a resistência da realidade, os números revelam o custo político dessa colisão. A aprovação de Donald Trump caiu para 33% — igualando o pior índice de seu primeiro mandato —, enquanto o conflito com o Irã se prolonga além do previsto e os preços da gasolina pressionam o cotidiano das famílias americanas. A pesquisa Reuters/Ipsos, conduzida entre 14 e 17 de agosto com 1.166 entrevistados, não apenas mede a impopularidade de um presidente, mas registra o momento em que a distância entre o prometido e o vivido se torna insuportável para a maioria dos cidad
Aprovação de Trump cai a 33%, menor nível do mandato, aponta pesquisa
Oitenta por cento dos americanos acreditam que a guerra durará muito tempo
Por que essa queda agora, especificamente? Trump já enfrentou momentos difíceis antes.
A diferença é que dessa vez as promessas de campanha colidiram com a realidade de forma muito concreta. Ele prometeu evitar guerras prolongadas, e agora 80% dos americanos acreditam que essa guerra vai durar muito tempo.
Mas guerra é sempre impopular. O que torna essa situação particular?
O que torna particular é que Trump prometeu especificamente que seria diferente — que resolveria em semanas. Quando você promete algo tão específico e o oposto acontece, a decepção é amplificada.
E a economia? Os números mostram desaprovação massiva em custo de vida.
A guerra elevou os preços de gasolina. As pessoas veem isso toda vez que abastecem o carro. É uma conexão direta entre a política externa dele e o sofrimento no bolso delas.
Esse número de 33% — ele já viu isso antes?
Sim, em dezembro de 2017, no primeiro mandato. Mas naquela época era diferente. Agora ele prometeu fazer melhor, e os números sugerem que piorou.
El Pulso
- A aprovação de Trump despencou para 33%, empatando com seu pior resultado histórico, enquanto 64% dos americanos desaprovam abertamente sua gestão.
- O conflito com o Irã — que Trump prometeu resolver em semanas — já é visto como prolongado por 80% dos entrevistados, incluindo 71% dos próprios republicanos.
- O Estreito de Ormuz foi parcialmente bloqueado pelo Irã, elevando os preços da gasolina nos EUA e alimentando a inflação que o presidente jurou conter.
- No custo de vida, a desaprovação supera a aprovação em 47 pontos percentuais — o maior abismo registrado entre todos os temas avaliados.
- Desde o retorno à Casa Branca com aprovação próxima de 50%, Trump viu sua popularidade ser corroída pelas tarifas e por uma política externa que não entregou os resultados prometidos.
Quando as promessas de campanha encontram a resistência da realidade, os números revelam o custo político dessa colisão. A aprovação de Donald Trump caiu para 33% — igualando o pior índice de seu primeiro mandato —, enquanto o conflito com o Irã se prolonga além do previsto e os preços da gasolina pressionam o cotidiano das famílias americanas. A pesquisa Reuters/Ipsos, conduzida entre 14 e 17 de agosto com 1.166 entrevistados, não apenas mede a impopularidade de um presidente, mas registra o momento em que a distância entre o prometido e o vivido se torna insuportável para a maioria dos cidadãos.
A aprovação de Donald Trump atingiu seu ponto mais baixo desde o retorno à Casa Branca. Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 14 e 17 de agosto, com 1.166 norte-americanos, encontrou apenas 33% avaliando positivamente o presidente — queda de dois pontos em relação ao levantamento anterior e repetição do pior índice registrado em seu primeiro mandato, em dezembro de 2017. A desaprovação chegou a 64%, com margem de erro de três pontos percentuais.
O momento não é casual. A pesquisa foi conduzida em pleno conflito com o Irã, que contradiz diretamente as promessas de campanha de Trump. Ele havia garantido que qualquer envolvimento militar duraria apenas algumas semanas. Hoje, 80% dos entrevistados acreditam que o conflito se estenderá por um período prolongado — percentual que inclui 71% dos republicanos e 87% dos democratas. Apenas 16% ainda acreditam em uma resolução rápida.
As consequências econômicas já são sentidas. O Irã restringiu o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, elevando os preços da gasolina e pressionando o orçamento das famílias americanas — exatamente o cenário que Trump prometeu evitar. Os números de desaprovação refletem essa realidade: o saldo negativo chega a 35 pontos em economia, 26 em política internacional e 47 pontos no custo de vida. Em nenhuma área avaliada a aprovação supera a desaprovação.
Trump voltou ao poder com aprovação próxima de 50%. Desde então, as tarifas e uma política externa que não cumpriu o prometido foram corroendo essa base. O conflito com o Irã amplificou as vulnerabilidades, transformando promessas de campanha em fracassos visíveis nos postos de gasolina e nas contas domésticas dos americanos.
A aprovação do presidente Donald Trump atingiu seu ponto mais baixo desde que retornou à Casa Branca, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira. Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 14 e 17 de agosto entrevistou 1.166 norte-americanos e encontrou apenas 33% avaliando positivamente o desempenho do republicano, enquanto 64% desaprovam sua gestão. A margem de erro é de três pontos percentuais.
O resultado representa uma queda de dois pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, quando a aprovação estava em 35%. Mais significativo ainda: esse índice iguala o pior desempenho que Trump registrou durante seu primeiro mandato, quando também chegou a 33% em dezembro de 2017. O timing não é coincidência. A pesquisa foi conduzida em meio ao conflito prolongado com o Irã, tema que domina as preocupações dos americanos e que contradiz diretamente as promessas feitas durante a campanha presidencial de 2024.
Trump havia prometido aos eleitores que controlaria a inflação e evitaria guerras demoradas. No caso específico do Irã, afirmou que qualquer conflito duraria apenas algumas semanas. A realidade se mostrou diferente. Oitenta por cento dos entrevistados agora acreditam que o envolvimento americano no conflito se estenderá por um período prolongado. Entre democratas, esse percentual sobe para 87%. Mesmo entre republicanos, 71% compartilham essa avaliação pessimista. Apenas 16% dos entrevistados acreditam que o conflito terminará em poucas semanas.
A guerra com o Irã já deixa marcas visíveis na economia americana. Teerã demonstrou capacidade de resistência aos ataques e restringiu o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Essa ação elevou os preços da gasolina nos Estados Unidos, pressionando diretamente o orçamento das famílias e alimentando a inflação — exatamente o cenário que Trump prometeu evitar.
Os números de desaprovação são particularmente severos quando se analisa temas específicos. Em economia, o saldo negativo é de 35 pontos percentuais. Em política internacional, chega a 26 pontos negativos. Mas o maior abismo está no custo de vida, onde a desaprovação supera a aprovação em 47 pontos. Apenas na questão de imigração a diferença é menor, com 17 pontos de saldo negativo. Em nenhuma das áreas avaliadas a aprovação consegue superar a desaprovação.
Trump retornou à Casa Branca no ano passado com aprovação ligeiramente abaixo de 50%. Desde então, sua popularidade foi corroída por duas frentes principais: as tarifas que implementou e uma política externa agressiva que não produziu os resultados prometidos. O conflito com o Irã amplificou essas vulnerabilidades, transformando promessas de campanha em fracassos visíveis que afetam o dia a dia dos americanos nos postos de gasolina e nas contas de casa.
Citas Notables
Trump havia prometido aos eleitores que controlaria a inflação e evitaria guerras demoradas— Promessas de campanha de 2024