Aprovação de Trump atinge piso do segundo mandato em pesquisa Reuters/Ipsos

Guerra com Irã paralisou um quinto do comércio global de petróleo, afetando famílias americanas através da alta nos preços de gasolina.
A guerra que deveria ser rápida tornou-se um peso político
Trump prometeu um conflito de semanas, mas 80% dos americanos agora acreditam que durará muito tempo.
Mark

Por que a aprovação de Trump caiu justamente agora, em agosto, e não antes?

Mimi

A guerra com o Irã começou há alguns meses, mas seus efeitos econômicos se acumulam. O preço da gasolina não sobe da noite para o dia — as famílias sentem isso toda vez que abastecem. E quando você prometeu que seria rápido, cada semana que passa é uma quebra de confiança.

Mark

80% dos americanos acham que vai durar muito tempo. Como Trump responde a isso?

Mimi

Ele argumenta que é necessário para evitar armas nucleares iranianas. Mas as pessoas não estão ouvindo mais esse argumento. Elas estão vendo o preço da gasolina e ouvindo que a guerra não vai acabar em breve.

Mark

E os republicanos no Congresso? Eles estão em pânico?

Mimi

Deveriam estar. Eleições de meio de mandato em novembro significam que a aprovação do presidente afeta diretamente quantos deles conseguem se reeleger. Uma base desmotivada é um problema real.

Mark

A pesquisa mostra algo sobre por que exatamente as pessoas desaprovam?

Mimi

O foco está no impacto econômico — um quinto do comércio global de petróleo parado, gasolina cara. Mas também há a questão da confiança. Trump disse que seria rápido. Não foi.

Mark

Isso é reversível? Pode a aprovação subir de novo?

Mimi

Tecnicamente sim, se a guerra terminar ou se os preços caírem. Mas estamos em agosto, as eleições são em novembro. Não há muito tempo para recuperação.

  • A aprovação de Trump despencou de 35% para 33%, igualando o pior momento de seu primeiro mandato e deixando 64% dos americanos em campo contrário.
  • A guerra com o Irã, prometida como cirúrgica e breve, mantém o Estreito de Ormuz quase fechado e paralisou um quinto do comércio global de petróleo, elevando os preços da gasolina para famílias em todo o país.
  • Oitenta por cento dos americanos — incluindo 71% dos próprios republicanos — acreditam que o conflito se prolongará por muito tempo, esvaziando a narrativa presidencial de uma vitória rápida e necessária.
  • A erosão da popularidade ameaça candidatos republicanos nas eleições de meio de mandato de novembro, quando o partido disputará o controle da Câmara e do Senado com um presidente cada vez mais impopular como âncora.

Quando as promessas de uma guerra curta encontram a resistência de um adversário resiliente, o custo político inevitavelmente recai sobre quem as fez. A aprovação de Donald Trump caiu para 33% — igualando o pior índice de seu primeiro mandato — enquanto o conflito com o Irã, que deveria durar semanas, paralisa um quinto do comércio global de petróleo e encarece a vida cotidiana dos americanos. Oito em cada dez cidadãos, independentemente de partido, já não acreditam nas promessas originais, e o peso dessa descrença começa a ameaçar não apenas o presidente, mas os aliados republicanos que enfrentarão as urnas em novembro.

A aprovação de Donald Trump atingiu seu ponto mais baixo desde o retorno à Casa Branca: 33%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos concluída na segunda-feira. O número iguala o pior desempenho de seu primeiro mandato, registrado em dezembro de 2017, e contrasta com os quase 50% de apoio com que iniciou o segundo. Enquanto isso, 64% dos entrevistados desaprovam sua gestão.

A queda está diretamente ligada à guerra com o Irã, iniciada após Trump ordenar ataques conjuntos com Israel. O presidente havia prometido um conflito de semanas, necessário para impedir o desenvolvimento de armas nucleares iranianas. A realidade, porém, mostrou-se diferente: o Irã manteve o Estreito de Ormuz praticamente fechado, paralisando um quinto do comércio global de petróleo e empurrando os preços da gasolina para cima — afetando diretamente o bolso das famílias americanas que ele prometeu proteger da inflação.

A percepção pública já não acompanha o discurso oficial. Cerca de 80% dos americanos acreditam que o envolvimento dos EUA se prolongará por muito tempo, e esse pessimismo atravessa linhas partidárias: 87% dos democratas e 71% dos republicanos compartilham a mesma visão. Apenas 16% acreditam que o conflito terminará em breve.

O desgaste político vai além do presidente. Com eleições de meio de mandato em novembro — quando republicanos disputarão o controle da Câmara e do Senado — a erosão da aprovação presidencial ameaça candidatos que dependem do entusiasmo da base. A guerra que deveria ser rápida e decisiva tornou-se um peso que Trump carrega para as próximas batalhas eleitorais. A pesquisa ouviu 1.166 adultos em todo o país, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

A aprovação do presidente americano Donald Trump atingiu seu ponto mais baixo desde o retorno à Casa Branca, caindo para 33% de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos concluída na segunda-feira. O número representa não apenas uma queda acentuada em relação aos 35% registrados no início do mês, mas também iguala o pior desempenho de seu primeiro mandato, alcançado em dezembro de 2017. Enquanto isso, 64% dos entrevistados desaprovam sua gestão.

O colapso na aprovação está diretamente ligado às consequências da guerra com o Irã, iniciada após Trump ordenar ataques conjuntos com Israel. Quando assumiu o cargo há pouco menos de um ano, o presidente contava com pouco menos da metade do país em seu apoio. Mas a escalada no Oriente Médio acelerou uma queda que vinha se desenhando ao longo de 2026.

O conflito trouxe impactos econômicos imediatos e visíveis. Um quinto do comércio global de petróleo foi paralisado, enviando os preços da gasolina para cima e atingindo diretamente o bolso das famílias americanas. Trump havia feito campanha com a promessa de controlar a inflação e evitar guerras prolongadas, argumentando que o conflito duraria apenas algumas semanas e era necessário para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. Mas o Irã demonstrou resiliência, mantendo o Estreito de Ormuz praticamente fechado ao comércio mesmo com o arrefecimento dos combates.

A percepção pública sobre a duração da guerra diverge radicalmente das promessas iniciais. Cerca de 80% dos americanos acreditam que o envolvimento dos EUA se prolongará por um longo período, não pelas semanas que Trump havia prometido. Esse consenso atravessa linhas partidárias: 87% dos democratas e 71% dos republicanos compartilham essa visão pessimista. Apenas 16% acreditam que o conflito terminará em breve.

A queda de popularidade está criando problemas políticos imediatos para os aliados republicanos de Trump no Congresso. Com eleições de meio de mandato marcadas para novembro, quando o partido disputará o controle da Câmara e do Senado, a erosão da aprovação presidencial pode prejudicar candidatos que dependem do entusiasmo da base. A guerra que deveria ser rápida e decisiva tornou-se um peso político que Trump carrega para as próximas disputas eleitorais.

A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada virtualmente ao longo de quatro dias e coletou respostas de 1.166 adultos em todo o país, com margem de erro de 3 pontos percentuais. Os números revelam um presidente cujas promessas de campanha — controlar a inflação e evitar conflitos prolongados — colidiram com a realidade de uma guerra que não termina como planejado e de preços de combustível que continuam afetando o cotidiano americano.

Trump fez campanha com a promessa de controlar a inflação e evitar guerras prolongadas, mas o conflito com o Irã se estendeu além das semanas inicialmente prometidas
— Contexto da pesquisa Reuters/Ipsos
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