Aprovação de Trump atinge pior nível da carreira; hispânicos planejam votar contra republicanos

Apenas 24% dos hispânicos aprovam Trump, queda de 26 pontos desde 2024
O grupo que foi decisivo para a vitória presidencial de Trump agora representa sua maior vulnerabilidade nas eleições legislativas.
Mark

Como uma queda de aprovação de 32% se traduz em perdas reais nas eleições legislativas? Esses números de intenção de voto são confiáveis?

Mimi

A pesquisa ouviu mais de 4.500 pessoas com margem de erro de dois pontos, então é metodologicamente sólida. O que importa é que a preferência democrata de 44% a 37% é consistente com previsões de ganhos democratas na Câmara e disputa aberta no Senado.

Luke

Mas espera — a pesquisa foi feita online e em âmbito nacional. Eleições legislativas são decididas em distritos específicos. Esses números nacionais não capturam as dinâmicas locais que realmente importam.

Mimi

Verdade, mas o padrão é claro: hispânicos que votaram 50% em Trump em 2024 agora têm apenas 26% de intenção de voto republicano. Isso é uma mudança de 24 pontos.

Mark

O que explica essa mudança tão drástica em dois anos?

Mimi

A inflação. A pesquisa aponta explicitamente o custo de vida como a principal preocupação. Os preços de gasolina e diesel subiram após a guerra com o Irã iniciada em fevereiro.

Luke

Mas a pesquisa não detalha quanto dessa inflação é atribuída a Trump versus fatores globais. Ela apenas diz que os americanos estão preocupados com custo de vida.

Mark

E os eleitores mais velhos? Eles sempre foram base republicana forte.

Mimi

Também estão se afastando. A vantagem republicana entre maiores de 50 anos caiu de 8 pontos em dezembro para apenas 2 pontos agora.

Luke

Novamente, importante notar: essa é uma mudança em preferência declarada, não em comportamento de voto real. Faltam menos de 30 dias para a eleição.

Mark

Os independentes parecem ser o grupo mais volátil?

Mimi

Sim. Democratas lideram 37% a 21%, mas 28% dos independentes ainda estão indecisos. Esse é o espaço onde a eleição pode se mover.

Luke

E é também onde a margem de erro de dois pontos importa menos — esses números podem mudar significativamente em um mês.

  • A aprovação de Trump em 32% não é uma queda passageira — permanece estável desde setembro, sugerindo um patamar de rejeição enraizado.
  • Entre os hispânicos, o colapso é dramático: de quase 50% de votos em 2024 para apenas 24% de aprovação hoje, com apenas 26% planejando votar em republicanos em novembro.
  • A inflação, agravada pelos custos de gasolina e diesel após a guerra com o Irã iniciada em fevereiro, é apontada como a principal razão para o afastamento dos eleitores.
  • Democratas lideram a preferência geral por 44% a 37%, com vantagem de 16 pontos entre independentes e de 18 pontos entre eleitores com menos de 50 anos.
  • Analistas preveem que os democratas podem conquistar a maioria na Câmara e que o controle do Senado se tornou uma disputa genuinamente em aberto.

Quando uma coalizão eleitoral começa a se desfazer, raramente o faz de forma silenciosa. A aprovação de Donald Trump, fixada em 32% segundo pesquisa Reuters/Ipsos, marca o ponto mais baixo de sua trajetória política — e o declínio entre eleitores hispânicos, que foram peça central de sua vitória em 2024, revela como a inflação e os custos da guerra com o Irã estão reescrevendo alianças que pareciam consolidadas. A menos de um mês das eleições legislativas de novembro, o momento captura uma das tensões mais antigas da democracia: a distância entre a promessa e o cotidiano vivido.

A aprovação de Donald Trump chegou ao menor ponto de sua carreira política. Uma pesquisa Reuters/Ipsos, realizada com 4.506 adultos americanos e concluída na segunda-feira, registrou 32% de aprovação — número que se mantém estável desde setembro, indicando não uma oscilação, mas um patamar consolidado de rejeição. O levantamento ocorre a menos de um mês das eleições legislativas de 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso nos dois últimos anos do mandato de Trump.

O declínio mais revelador está entre os eleitores hispânicos. Em 2024, Trump conquistou quase metade dos votos desse grupo — uma virada histórica em relação ao terço que havia recebido em 2020. Hoje, apenas 24% dos americanos de origem hispânica aprovam seu governo, a menor marca registrada em qualquer um de seus dois mandatos. Em intenção de voto para novembro, a inversão é ainda mais acentuada: 52% pretendem votar em democratas, contra apenas 26% que planejam apoiar republicanos.

A inflação é o elemento central dessa rejeição. Os preços ao consumidor subiram com a alta nos custos de combustíveis provocada pela guerra com o Irã, iniciada por Trump em fevereiro, e o custo de vida foi identificado pela pesquisa como a principal preocupação dos eleitores. O impacto vai além dos hispânicos: entre eleitores com 50 anos ou mais, a vantagem republicana encolheu de 8 pontos percentuais em dezembro para apenas 2 pontos agora.

No quadro geral, eleitores registrados preferem os democratas por 44% a 37%. Entre independentes, a vantagem democrata chega a 16 pontos. Muitos analistas já preveem que os democratas conquistarão a maioria na Câmara dos Representantes, e o controle do Senado é visto como uma disputa em aberto — um cenário que, há poucos meses, parecia improvável.

A aprovação de Donald Trump chegou ao ponto mais baixo de sua trajetória política. Uma pesquisa Reuters/Ipsos concluída na segunda-feira mostrou que apenas 32% dos americanos aprovam seu desempenho como presidente — um número que permaneceu estável desde setembro, sugerindo que não se trata de uma queda momentânea, mas de um patamar estabelecido. O levantamento, que ouviu 4.506 adultos americanos ao longo de seis dias com margem de erro de cerca de dois pontos percentuais, captura um momento crítico a menos de um mês das eleições legislativas de 3 de novembro.

O declínio é particularmente pronunciado entre os eleitores hispânicos, um grupo que foi decisivo para a vitória de Trump em 2024. Naquela eleição, ele conquistou quase metade dos votos dessa população — uma mudança dramática em relação aos cerca de um terço que havia recebido em 2020. Hoje, apenas 24% dos americanos de origem hispânica aprovam seu trabalho na Casa Branca, a menor aprovação registrada em qualquer um de seus dois mandatos. Essa erosão de apoio se traduz diretamente em intenção de voto: apenas 26% dos eleitores hispânicos registrados planejam votar em republicanos nas eleições legislativas, enquanto 52% pretendem votar em democratas — aproximadamente o dobro do apoio republicano e a maior vantagem democrata desde que Trump assumiu o cargo.

A inflação é o fio condutor dessa rejeição. Os preços ao consumidor dispararam após uma alta nos custos de gasolina e diesel provocada pela guerra com o Irã, iniciada por Trump em fevereiro. A pesquisa Reuters/Ipsos identificou o custo de vida como a principal preocupação dos americanos ao decidirem seu voto para o próximo mês. Esse fator está afetando não apenas os hispânicos, mas também outros grupos demográficos historicamente favoráveis aos republicanos. Entre eleitores com 50 anos ou mais — um segmento particularmente importante nas eleições de meio de mandato — a vantagem republicana encolheu para apenas 2 pontos percentuais (44% contra 42%), uma queda significativa em relação aos 8 pontos de vantagem registrados em dezembro.

O impacto dessa queda de aprovação está se refletindo na preferência geral pelos partidos. Eleitores registrados preferem os democratas aos republicanos por 44% a 37%. Entre os independentes, a vantagem democrata é ainda maior: 37% apoiam os democratas contra 21% que apoiam os republicanos, com 28% dos eleitores independentes ainda indecisos. Entre eleitores com menos de 50 anos, os democratas lideram por 18 pontos.

Muitos analistas preveem que os democratas conquistarão a maioria na Câmara dos Representantes, e o controle do Senado também é visto cada vez mais como uma disputa em aberto. Os republicanos se preparam para um desempenho difícil nas eleições legislativas, que determinarão o controle de ambas as casas do Congresso durante os dois últimos anos do mandato de Trump. A combinação de aprovação em mínima histórica, erosão de apoio entre grupos que foram fundamentais para sua vitória presidencial e preocupação generalizada com a inflação cria um cenário desafiador para o partido no poder.

O custo de vida é a principal preocupação dos americanos ao decidirem seu voto para o próximo mês
— Pesquisa Reuters/Ipsos
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