Num movimento que muitos usuários aguardavam havia anos, a Apple levou o toque ao notebook, pela primeira vez na linha MacBook, em um lançamento que fecha uma rodada de renovações da marca. Os novos modelos de 14 e 16 polegadas, com tela OLED, chips M5 Pro ou M5 Max e preços a partir de R$ 34.999 no Brasil, sugerem uma aposta em máquinas capazes de cargas pesadas e de inteligência artificial processada no próprio aparelho. Fica em aberto se o gesto de tocar a tela vai se firmar como hábito ou permanecer como um recurso ao lado do teclado e do trackpad que já moldam a rotina de quem trabalha co
Apple lança MacBook Pro com tela OLED sensível ao toque e chips M5 Pro e M5 Max
O toque é um complemento: teclado, trackpad e mouse continuam valendo
Por que um MacBook com toque é notícia, se outros notebooks já têm isso há anos?
Porque a Apple resistia à ideia. É a primeira vez que um computador da marca traz toque, e integrado ao próprio painel OLED, sem camadas extras.
Isso muda a forma de usar o aparelho?
Pelo que a reportagem viu, não substitui nada. Teclado, trackpad e mouse seguem como estão; o toque é um complemento, com gestos parecidos com os do iPad.
Vale separar o que foi observado do que é promessa. A redução no tempo de resposta ao desenhar é afirmação da Apple, não foi medida no texto.
E os números da tela, 2.000 nits e dez milhões por um?
São especificações da fabricante. A reportagem não traz testes independentes, e a jornalista viajou a convite da Apple.
O mesmo vale para a bateria de 24 horas e a recarga de 50% em 30 minutos. E a Apple não informou a capacidade em mAh.
O preço pesa?
Pesa: R$ 34.999 pelo de 14 polegadas e R$ 41.999 pelo de 16, ambos com 24 GB de RAM e 1 TB.
E o texto não diz quanto custam as configurações com M5 Max ou 128 GB de memória, nem a data de início das vendas, apesar de a chamada prometê-la. Isso segue em aberto.
O Pulso
- A Apple rompe uma tradição de anos ao colocar tela sensível ao toque em um MacBook pela primeira vez.
- O painel OLED tandem alcança 2.000 nits e 120 Hz, mas o toque se soma ao teclado e ao trackpad sem substituí-los.
- Chips M5 Pro e M5 Max, com memória unificada de até 128 GB, miram cientistas, desenvolvedores de IA e artistas de efeitos visuais.
- Preços partem de R$ 34.999 no Brasil, e a incógnita agora é se os usuários vão de fato adotar o toque no dia a dia.
Num movimento que muitos usuários aguardavam havia anos, a Apple levou o toque ao notebook, pela primeira vez na linha MacBook, em um lançamento que fecha uma rodada de renovações da marca. Os novos modelos de 14 e 16 polegadas, com tela OLED, chips M5 Pro ou M5 Max e preços a partir de R$ 34.999 no Brasil, sugerem uma aposta em máquinas capazes de cargas pesadas e de inteligência artificial processada no próprio aparelho. Fica em aberto se o gesto de tocar a tela vai se firmar como hábito ou permanecer como um recurso ao lado do teclado e do trackpad que já moldam a rotina de quem trabalha com computadores.
A Apple apresentou nesta semana o primeiro MacBook com tela sensível ao toque, algo que os usuários da marca esperavam havia anos. O lançamento encerra uma rodada de renovações da linha Mac, que já incluía um novo iPad mini, um iMac e versões atualizadas do MacBook Pro.
No Brasil, o modelo de 14 polegadas, com 24 GB de RAM e 1 TB de armazenamento, custa R$ 34.999. A versão de 16 polegadas, com a mesma configuração, sai por R$ 41.999. A tela OLED tem o toque integrado ao próprio painel e, segundo a empresa, responde mais rápido ao desenhar ou navegar. Os gestos lembram os do iPad, como pinça para zoom e deslize lateral para trocar de tela, mas teclado, trackpad e mouse continuam valendo.
O painel, chamado PROLED XDR, chega a 2.000 nits e 120 Hz, com pretos profundos graças a pixels que se acendem e apagam de forma independente. Por dentro, os chips M5 Pro e M5 Max processam mais inteligência artificial localmente, com memória unificada de até 128 GB. O M5 Pro atende engenheiros, cientistas e criativos de projetos pesados, enquanto o M5 Max se volta a artistas de efeitos visuais 3D, desenvolvedores de IA e compositores de trilhas.
Os aparelhos ficaram um pouco mais finos e leves, com bateria de até 24 horas e conexões que incluem três portas Thunderbolt 5. Resta ver como os usuários vão adotar o toque na prática, já que, por enquanto, ele complementa os métodos tradicionais em vez de substituí-los.
A Apple apresentou nesta semana o primeiro MacBook com tela sensível ao toque, uma mudança que usuários da marca aguardavam havia anos. O anúncio veio no fim de uma rodada de renovações da linha Mac, que já tinha incluído um novo iPad mini, um iMac e versões atualizadas do MacBook Pro.
No Brasil, o modelo de 14 polegadas, com 24 GB de RAM e 1 TB de armazenamento, custa R$ 34.999. A versão de 16 polegadas, com a mesma configuração de memória e armazenamento, sai por R$ 41.999.
A novidade central é a tela OLED com toque integrado diretamente ao painel, sem camadas adicionais. Segundo a empresa, isso reduz o tempo de resposta ao desenhar ou navegar. A jornalista que cobriu o lançamento, que viajou a convite da Apple, observou que o toque funciona como uma forma adicional de interação: teclado, trackpad e mouse continuam valendo. Os gestos lembram os do iPad, como o movimento de pinça para dar zoom, o deslize lateral dos dedos para navegar entre telas e o toque prolongado seguido de arrasto para selecionar e mover itens.
A Apple chama a tecnologia de PROLED XDR, um OLED tandem que combina duas camadas de pixels autoiluminados. A empresa explica que cada pixel liga e desliga de forma independente, o que produz pretos profundos ao lado de destaques brilhantes. O painel chega a 2.000 nits de brilho máximo, tanto em conteúdo HDR quanto SDR, com taxa de contraste de dez milhões por um e atualização de até 120 Hz.
Outra estreia no Mac é a Dynamic Island, recurso herdado dos iPhones mais recentes. No topo da tela, ela reúne notificações de atividades em tempo real, a assistente Siri AI e a busca Spotlight.
Por dentro, os chips M5 Pro e M5 Max têm arquitetura voltada a processar mais recursos de inteligência artificial localmente, com aceleradores neurais integrados a cada núcleo de GPU. A memória unificada chega a 128 GB, e o SSD pode ser configurado de 1 TB a 16 TB. O sistema de dissipação de calor foi totalmente redesenhado. Pela descrição da Apple, o M5 Pro atende cientistas, engenheiros, desenvolvedores de software e criativos que trabalham em projetos pesados. O M5 Max é indicado para artistas de efeitos visuais 3D, desenvolvedores de IA e compositores de trilhas de cinema.
Os aparelhos também ficaram um pouco mais finos: cerca de meio milímetro a menos na versão de 14 polegadas, que agora tem 1,5 cm e pesa 1,36 kg, e quase um milímetro a menos na de 16 polegadas, com 1,6 cm e 1,81 kg. Há duas cores, preto espacial e prata.
As conexões incluem três portas Thunderbolt 5, HDMI, leitor de cartões SDXC, MagSafe e entrada para fones, além de Wi-Fi 7 e Bluetooth 6. A bateria promete até 24 horas de uso, e o carregamento rápido recupera 50% da carga em 30 minutos, segundo a Apple, que, como de costume, não divulgou a capacidade em miliamperes-hora.
Resta ver como usuários de notebook vão adotar o toque no dia a dia, já que, por ora, ele se soma aos métodos tradicionais em vez de substituí-los.
Citações Notáveis
Cada pixel liga e desliga independentemente, produzindo pretos profundos ao lado de destaques brilhantes.— Apple, sobre a tela PROLED XDR