Em Teresópolis, uma professora aposentada buscou ajuda técnica na internet e encontrou, no lugar de suporte, um golpista habilidoso o suficiente para esvaziar quase R$ 12 mil de sua conta. O episódio não é um acidente isolado, mas um sintoma de uma transformação silenciosa na criminalidade: enquanto os crimes de rua recuam, as fraudes digitais cresceram 497% na região em uma década. A vulnerabilidade não está mais nas esquinas — está nos buscadores, nos aplicativos e na confiança que depositamos em quem diz querer nos ajudar.
Aposentada perde R$ 12 mil em golpe de falso técnico de internet
O criminoso não pede dinheiro. Pede para seguir passos técnicos.
Por que esse golpe funciona tão bem? Sônia é uma pessoa educada, aposentada, não é como se fosse ingênua.
Porque o criminoso usa informações reais — o nome da empresa, o problema que ela realmente tem — e cria uma sensação de urgência e legitimidade. Ele não está pedindo para ela enviar dinheiro. Ele está pedindo para ela seguir passos técnicos. Ela acredita estar resolvendo um problema.
Mas como exatamente ele conseguiu acessar a conta bancária dela? O relato diz que ele "conseguiu desviar o dinheiro", mas não explica o mecanismo. Ele pediu para ela instalar algo? Para ela abrir um link? Isso importa para entender como se proteger.
É uma boa pergunta. O relato não detalha isso. Mas geralmente esses golpes envolvem o criminoso pedindo para a vítima compartilhar a tela do computador ou do celular, ou para ela clicar em um link que instala um malware.
E quanto ao número falso que ela encontrou? Como um número falso aparece no topo de uma busca?
Publicidade. Anúncios patrocinados. Alguém pagou para que esse número falso aparecesse quando pessoas buscam "Giga Mais Fibra". É uma camada a mais de sofisticação — não é só o criminoso agindo sozinho, é um sistema inteiro de fraude.
E é por isso que a recomendação é sempre confirmar pelo site oficial ou pela conta que você já tem. Não confiar em números encontrados em buscas.
Os números do crescimento são realmente assustadores. 497% em dez anos.
São assustadores, mas precisamos ser precisos: esses são registros. Nem toda fraude é registrada. E nem todo registro resulta em investigação ou prisão. O número real de vítimas é provavelmente maior.
Verdade. Mas mesmo que seja subestimado, a tendência é clara. A criminalidade mudou de forma. Não é mais sobre confronto físico. É sobre engenharia social e acesso digital.
Sônia vai recuperar o dinheiro?
O relato não diz. Isso é uma lacuna importante. Muitas vítimas de estelionato nunca recuperam o dinheiro.
O Pulso
- Uma aposentada em busca de suporte técnico encontrou um número falso no buscador e, em minutos, teve quase R$ 12 mil desviados de sua conta bancária.
- O golpista agiu pelo WhatsApp, fingindo ser técnico da Giga Mais Fibra e conduzindo a vítima por instruções que, na prática, abriam caminho para o acesso à sua conta.
- Os estelionatos na Região Serrana do Rio explodiram de 688 para 4.109 casos anuais entre 2015 e 2025 — um crescimento de 497% que sinaliza uma migração organizada do crime para o ambiente digital.
- A Giga Mais Fibra emitiu alertas oficiais, e especialistas reforçam: desligar, fechar o aplicativo e ligar de volta pelo canal oficial pode ser a única barreira entre a vítima e o prejuízo.
Em Teresópolis, uma professora aposentada buscou ajuda técnica na internet e encontrou, no lugar de suporte, um golpista habilidoso o suficiente para esvaziar quase R$ 12 mil de sua conta. O episódio não é um acidente isolado, mas um sintoma de uma transformação silenciosa na criminalidade: enquanto os crimes de rua recuam, as fraudes digitais cresceram 497% na região em uma década. A vulnerabilidade não está mais nas esquinas — está nos buscadores, nos aplicativos e na confiança que depositamos em quem diz querer nos ajudar.
Sônia Miranda, professora aposentada de Teresópolis, tinha um problema simples: a internet de casa não funcionava. Ela fez o que qualquer pessoa faria — pesquisou o número da operadora no buscador. O número que encontrou, porém, não era legítimo.
Poucos minutos depois, um homem entrou em contato pelo WhatsApp, apresentando-se como técnico da Giga Mais Fibra. Sônia seguiu suas instruções acreditando estar resolvendo a conexão. Enquanto isso, o criminoso acessou sua conta bancária e desviou quase R$ 12 mil.
O caso reflete uma mudança profunda no perfil da criminalidade regional. Dados da Federação das Indústrias do Rio, com base no Instituto de Segurança Pública, mostram que os estelionatos cresceram 497% entre 2015 e 2025 — de 688 para 4.109 casos anuais. A taxa por habitantes saltou de 146 para 871 a cada 100 mil pessoas. No mesmo período, crimes de rua recuaram. Os criminosos migraram para os telefones, aplicativos e buscadores.
Ciente dessa onda, a Giga Mais Fibra alertou seus clientes: desconfiar de contatos não solicitados, jamais compartilhar senhas ou códigos, e sempre confirmar qualquer pedido de acesso diretamente pelos canais oficiais da empresa. A orientação dos especialistas é direta — desligue, feche o aplicativo, e ligue você mesmo para o número que consta na conta ou no site oficial. Essa pausa simples pode ser a diferença entre resolver um problema e perder o que levou anos para juntar.
Sônia Miranda, professora aposentada de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, enfrentava um problema comum: a conexão de internet em casa não funcionava direito. Como qualquer pessoa, ela abriu o navegador e procurou um número de telefone para contatar a Giga Mais Fibra, sua operadora. O que ela não sabia é que o número que encontrou não era legítimo.
Poucos minutos depois dessa busca, um homem entrou em contato com ela pelo WhatsApp. Ele se apresentou como técnico da empresa e disse que precisava fazer algumas configurações no equipamento dela para resolver o problema. Sônia seguiu as instruções que ele passou. Durante esse falso atendimento, enquanto ela acreditava estar resolvendo sua conexão, o criminoso conseguiu acessar sua conta bancária e desviou quase R$ 12 mil.
O caso de Sônia não é isolado. Dados coletados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, com base em informações do Instituto de Segurança Pública, revelam uma transformação preocupante no perfil da criminalidade na região. Entre 2015 e 2025, os registros de estelionato cresceram 497%. Em 2015, foram documentados 688 casos. Uma década depois, esse número saltou para 4.109 casos anuais. Em termos de taxa por população, a mudança é ainda mais dramática: passou de 146 para 871 casos a cada 100 mil habitantes.
O que torna essa transformação significativa é o padrão que ela revela. Enquanto crimes de rua — roubos, assaltos, furtos — recuaram na região, as fraudes e extorsões cresceram. Os criminosos mudaram de tática. Não estão mais nas ruas; estão nos telefones, nos aplicativos de mensagem, nos buscadores da internet.
A Giga Mais Fibra, ciente dessa onda de fraudes, emitiu um alerta aos seus clientes sobre golpistas que se passam por funcionários da empresa. A recomendação é simples, mas crucial: desconfiar de qualquer contato que não tenha sido solicitado. Nunca compartilhar senhas ou códigos de segurança com ninguém que ligar ou enviar mensagem. E, acima de tudo, confirmar diretamente com a empresa, através dos canais oficiais dela, qualquer pedido de acesso ao celular ou computador.
Para quem recebe uma ligação ou mensagem de alguém se oferecendo para resolver um problema técnico, a orientação é sempre a mesma: desligue, feche o aplicativo, e ligue você mesmo para o número que consta na conta ou no site oficial da empresa. Essa simples pausa pode ser a diferença entre resolver um problema real e perder uma quantia que levou anos para juntar.
Citações Notáveis
Desconfiar de contatos não solicitados e nunca fornecer senhas ou códigos de segurança— Giga Mais Fibra, em alerta aos clientes
É fundamental confirmar diretamente com a empresa, pelos canais oficiais, qualquer pedido de acesso ao celular ou computador— Recomendação de segurança digital