Há histórias que começam com uma pergunta devastadora — 'por que eu?' — e terminam como resposta viva para outras pessoas. Eliana Martins, diagnosticada com câncer de mama em 2014 aos 62 anos, atravessou cirurgia, quimioterapia e 34 sessões de radioterapia sustentada pela fé, pela família e pelo artesanato. O que poderia ter sido apenas sobrevivência tornou-se vocação: hoje, como voluntária no Grupo Rosa e Amor, em Valinhos, ela ensina outras mulheres em tratamento que as mãos que sofreram também são capazes de criar e recomeçar.
Após vencer câncer de mama, Eliana Martins dedica-se ao acolhimento voluntário
A mulher que perguntou 'por que comigo?' agora responde através das mãos de outras
O que levou Eliana a passar do tratamento para o voluntariado? Parece uma transição rápida.
Não foi rápida, na verdade. O artesanato começou como terapia pessoal durante a recuperação — uma forma de as mãos fazerem algo enquanto o corpo cicatrizava. Quando ela se viu estável, percebeu que tinha algo real para oferecer a outras mulheres.
A reportagem não deixa claro quanto tempo passou entre o fim do tratamento e o início do voluntariado. Sabemos que foi diagnosticada em 2014, mas não sabemos quando começou no Grupo Rosa e Amor.
E o papel da família — como isso moldou a forma como ela agora acolhe outras mulheres?
A filha e a mãe foram absolutamente centrais. Eliana viveu o que significa ter alguém ao lado nos piores momentos. Agora ela oferece isso a mulheres que talvez não tenham essa rede.
Mas a reportagem não explora se essas mulheres que ela atende têm ou não apoio familiar. É uma suposição nossa.
E quanto ao aspecto econômico? O artesanato é realmente uma fonte de renda viável?
Segundo a reportagem, é oferecido como "possibilidade de geração de renda". Não há números sobre quanto as mulheres ganham ou quantas conseguem vender.
Exatamente. "Possibilidade" é uma palavra fraca. Não sabemos se é sustentável, se há mercado real, se alguém está realmente ganhando dinheiro com isso.
Então o que sabemos com certeza é que Eliana está lá, ensinando, e que ela vê valor nisso.
Sim. E sua própria história — cirurgia, quimioterapia, 34 sessões de radioterapia, complicações com cateter — prova que ela entende o que essas mulheres enfrentam.
Der Puls
- O diagnóstico chegou de forma abrupta após um exame de rotina, transformando planos de vida em uma sequência imediata de procedimentos médicos intensos.
- Complicações com o cateter durante a quimioterapia forçaram a continuidade do tratamento pelas veias dos braços e das mãos, tornando cada sessão ainda mais dolorosa e desgastante.
- Filha e mãe tornaram-se pilares insubstituíveis nos dias mais sombrios, enquanto a fé e o artesanato em MDF funcionavam como âncoras emocionais e caminhos de reconexão com a vida.
- Recuperada, Eliana não guardou a experiência para si — levou-a ao Grupo Rosa e Amor, onde o artesanato que a curou agora oferece terapia e possibilidade de renda a outras mulheres em tratamento.
Há histórias que começam com uma pergunta devastadora — 'por que eu?' — e terminam como resposta viva para outras pessoas. Eliana Martins, diagnosticada com câncer de mama em 2014 aos 62 anos, atravessou cirurgia, quimioterapia e 34 sessões de radioterapia sustentada pela fé, pela família e pelo artesanato. O que poderia ter sido apenas sobrevivência tornou-se vocação: hoje, como voluntária no Grupo Rosa e Amor, em Valinhos, ela ensina outras mulheres em tratamento que as mãos que sofreram também são capazes de criar e recomeçar.
Eliana Martins tinha 62 anos quando, em agosto de 2014, um exame de rotina trouxe o diagnóstico que mudaria tudo. Aposentada e artesã, ela enfrentou nos meses seguintes cirurgia, quimioterapia, 34 sessões de radioterapia e tratamento com Herceptin. A pergunta que não saía da cabeça era simples e pesada: por que ela?
O tratamento trouxe complicações desde cedo. O cateter para a quimioterapia precisou ser retirado após febre próxima a 40 graus, e as sessões seguiram pelas veias dos braços e das mãos — mais dolorosas, mais exaustivas. Contar o diagnóstico para a filha e para a mãe foi um dos momentos mais difíceis, mas foram exatamente elas que se tornaram seus maiores suportes. A filha esteve presente nos dias mais escuros; a mãe oferecia força quando a própria Eliana sentia que desaparecia. A fé em Nossa Senhora completava esse sustento, funcionando como âncora espiritual ao longo de toda a recuperação.
Foi no artesanato em MDF que Eliana encontrou uma forma inesperada de cura. As mãos fragilizadas pela quimioterapia aprenderam novamente a criar, e o que começou como passatempo tornou-se terapia genuína — uma maneira de se reconectar com a vida enquanto o corpo se refazia.
Hoje, Eliana é voluntária no Grupo Rosa e Amor, em Valinhos, onde ensina artesanato a mulheres em tratamento de câncer de mama. Mais do que uma atividade, ela oferece esperança e uma possibilidade concreta de geração de renda. A mulher que um dia perguntou 'por que comigo?' agora responde com as próprias mãos — e com as mãos de todas as mulheres que aprende a ensinar.
Eliana Martins tinha 62 anos quando o diagnóstico chegou, em agosto de 2014, após um exame de rotina. Aposentada e artesã, ela enfrentaria nos meses seguintes uma sequência de procedimentos que testaria seus limites físicos e emocionais: cirurgia, quimioterapia, 34 sessões de radioterapia e tratamento com Herceptin. O medo foi imediato. A pergunta que ecoava era simples e devastadora — por que ela? Havia planos para a vida, uma filha para acompanhar, projetos que pareciam estar sendo apagados pela doença.
Os primeiros passos do tratamento foram os mais árduos. A cirurgia abriu caminho para a quimioterapia, mas o cateter inserido para administrar a medicação trouxe complicações inesperadas. Febre próxima aos 40 graus Celsius forçou sua retirada. As sessões continuaram, agora pelas veias dos braços e das mãos, um processo mais doloroso e desgastante. Depois vieram as 34 sessões de radioterapia, cada uma marcando o corpo e testando a resistência mental.
Mas Eliana não enfrentou isso sozinha. Contar o diagnóstico para a filha e para a mãe foi um dos momentos mais difíceis, mas foram exatamente essas duas mulheres que se tornaram seus pilares. A filha acompanhou o tratamento com carinho e responsabilidade, presente nos dias mais escuros. A mãe oferecia força quando a própria Eliana sentia que desaparecia. Além do apoio familiar, a fé em Nossa Senhora funcionou como ancora espiritual — nas orações, ela encontrava força para seguir adiante e manter a esperança viva durante a recuperação.
O artesanato em MDF se revelou como uma forma inesperada de cura. Não era apenas uma atividade para passar o tempo; tornou-se terapia, uma maneira de reconectar com a vida enquanto o corpo se recuperava. As mãos que tremiam pela quimioterapia aprenderam novamente a criar, a moldar, a transformar material bruto em algo bonito. Essa prática permanece central em sua rotina até hoje.
Aos 62 anos, Eliana transformou sua experiência em propósito. Hoje é voluntária no Grupo Rosa e Amor, em Valinhos, onde ensina artesanato a outras mulheres em tratamento de câncer de mama. Não oferece apenas uma atividade — oferece terapia, esperança e, também, possibilidade concreta de geração de renda para mulheres que enfrentam a mesma jornada que ela percorreu. Seu trabalho é compartilhado no Instagram, no perfil @limartins_artesanatos, onde ela documenta cada peça, cada projeto, cada pequena vitória. A mulher que um dia perguntou "por que comigo?" agora responde através das mãos de outras mulheres que aprendem que a vida continua depois do câncer.
Bemerkenswerte Zitate
Eliana encontrou nas orações força para enfrentar os momentos mais difíceis da doença e manter a esperança durante a recuperação— Reportagem sobre Eliana Martins