Depois de o eclipse solar ter capturado os olhares diurnos de Portugal, o céu noturno prepara-se para oferecer um segundo presente: as Perseidas, chuva de estrelas que nada deve ao alinhamento da Lua com o Sol, mas antes à passagem anual da Terra pelos detritos de um cometa. É um lembrete de que o universo não esgota os seus espetáculos num único ato, e de que a contemplação do cosmos não exige mais do que tempo, escuridão e a disposição de olhar para cima.