Por 41 anos, Douglas Stewart Carter viveu suspenso entre a vida e a morte num corredor de prisão em Utah — condenado não por provas físicas, mas por uma confissão que ele sempre disse ter sido arrancada à força e pelo testemunho de pessoas que, décadas depois, admitiram ter mentido por dinheiro e medo. Agora, aos 71 anos, uma análise de DNA que excluiu seu perfil genético das evidências do crime de 1985 foi suficiente para que um juiz lhe concedesse fiança. Carter saiu com um monitor no tornozelo, ainda não inocente perante a lei, mas finalmente do lado de fora — enquanto a pergunta sobre quem
Após 41 anos no corredor da morte, homem é solto por DNA que o exclui do crime
Isso não significa que ele não estava lá
Como um homem fica condenado à morte sem evidências físicas?
A confissão dele foi o alicerce. Ele assinou durante um interrogatório, afirmando depois que foi coagido. Mas na época, isso foi o suficiente, junto com duas testemunhas que disseram que ele se gabava do crime.
Essas testemunhas — elas admitiram em 2011 que foram instruídas a mentir. Isso é 26 anos depois da condenação. Como isso não levou imediatamente a um novo julgamento?
Levou tempo. A Suprema Corte de Utah só ordenou um novo julgamento em 2025, citando má conduta. Mas o sistema se move lentamente com esses casos.
E o DNA? Por que levou tanto tempo para testá-lo?
Não está claro no relato. Mas agora, em 2026, o DNA excluiu Carter do sangue na maçaneta e do material genético no cabo da faca.
Espera — a faca foi encontrada perto do corpo. Se o DNA dela não corresponde a Carter, isso é bastante definitivo. Mas ainda há uma arma de fogo que nunca foi encontrada.
Verdade. E há o marido, Orla Olesen, que descobriu o corpo. Os advogados de Carter dizem que havia evidências apontando para ele, mas que um investigador as ocultou.
O marido foi investigado?
Aparentemente não o suficiente. Morreu em 2009. Os advogados alegam que promotores estavam prestes a acusá-lo quando um policial pediu que aguardassem.
É uma alegação séria. Se verdadeira, significa que a investigação foi desviada de um suspeito muito mais plausível para um homem cuja confissão foi coagida.
E agora Carter está solto, mas ainda enfrenta um novo julgamento?
Sim. Ele usa um monitor GPS. A família de Olesen se opõe à libertação. Mas o DNA o excluiu, então o caso está efetivamente em colapso.
A questão real é: quem matou Eva Olesen? Porque não é Douglas Stewart Carter.
El Pulso
- Após quatro décadas no corredor da morte, Carter foi libertado sob fiança na segunda-feira, com 71 anos e um monitor GPS no tornozelo.
- A análise de DNA deste mês excluiu seu perfil genético do sangue e do material encontrado na maçaneta e na faca usada no crime — a evidência mais concreta em favor dele desde a condenação.
- Em 2011, as duas testemunhas-chave admitiram que foram pagas, presenteadas e ameaçadas de deportação pela polícia para depor contra Carter, abalando os alicerces do caso.
- Investigadores teriam ocultado pistas que apontavam para o marido da vítima, Orla Olesen — que descobriu o corpo e morreu em 2009 sem jamais ser formalmente acusado.
- A família da vítima se opôs à fiança, argumentando que a exclusão de DNA não prova ausência de Carter na cena, mantendo viva a tensão entre ciência, justiça e luto.
- Um novo julgamento aguarda Carter, mas nenhum veredicto futuro poderá restituir os 41 anos consumidos por um sistema que o condenou sem uma única evidência física.
Por 41 anos, Douglas Stewart Carter viveu suspenso entre a vida e a morte num corredor de prisão em Utah — condenado não por provas físicas, mas por uma confissão que ele sempre disse ter sido arrancada à força e pelo testemunho de pessoas que, décadas depois, admitiram ter mentido por dinheiro e medo. Agora, aos 71 anos, uma análise de DNA que excluiu seu perfil genético das evidências do crime de 1985 foi suficiente para que um juiz lhe concedesse fiança. Carter saiu com um monitor no tornozelo, ainda não inocente perante a lei, mas finalmente do lado de fora — enquanto a pergunta sobre quem realmente matou Eva Olesen continua sem resposta.
Douglas Stewart Carter deixou a prisão de Utah na segunda-feira com um monitor GPS no tornozelo e 71 anos nas costas. Não saiu como homem livre — saiu como homem libertado sob fiança, após uma análise de DNA excluir qualquer correspondência entre seu perfil genético e as evidências coletadas na cena do assassinato de Eva Olesen, ocorrido em fevereiro de 1985. Por 41 anos, Carter havia mantido que era inocente e que sua confissão fora obtida sob coerção durante um interrogatório em Nashville, para onde havia fugido acreditando ser procurado por outro crime.
Olesen foi esfaqueada e baleada na nuca dentro de sua casa em Provo. Não havia evidências físicas ligando Carter ao crime, mas a confissão e o testemunho de duas pessoas que disseram tê-lo ouvido se gabar do assassinato foram suficientes para um júri condená-lo à morte. Só em 2011 essas testemunhas admitiram ter mentido — instruídas pela polícia, recompensadas com dinheiro e presentes, e ameaçadas de deportação caso se recusassem a depor contra ele.
Com o tempo, outras falhas emergiram. Testemunhas oculares descreveram um homem branco fugindo da cena. Um investigador teria escondido evidências que apontavam para Orla Olesen, marido da vítima e primeiro a encontrar o corpo. Segundo os advogados de Carter, promotores chegaram a considerar acusar o marido, mas recuaram a pedido de um policial. Orla Olesen morreu em 2009 sem nunca ser indiciado.
Em 2025, a Suprema Corte de Utah determinou um novo julgamento, citando má conduta dos investigadores. Foi a análise de DNA deste mês, porém, que abriu a porta da prisão: o material genético da maçaneta e do cabo da faca de cozinha encontrada perto do corpo não correspondia a Carter. A exclusão foi clara o suficiente para o juiz conceder a fiança, apesar da oposição da família de Olesen. "Isso não significa que ele não estava lá", disse Theresa Olesen, nora da vítima, na audiência.
Carter aguarda agora um novo julgamento monitorado eletronicamente. A ciência o afastou da forca, mas não pode devolver quatro décadas — nem responder quem, de fato, matou Eva Olesen.
Douglas Stewart Carter saiu da prisão na segunda-feira com um monitor GPS preso ao tornozelo — não como homem livre, mas como homem finalmente liberado de uma sentença que o manteve no corredor da morte por 41 anos. Aos 71 anos, Carter deixou a cadeia de Utah após promotores anunciarem que análises de DNA não encontraram qualquer correspondência entre seu perfil genético e as evidências coletadas na cena do assassinato de Eva Olesen, ocorrido em fevereiro de 1985.
Olesen, tia de um chefe de polícia local, foi esfaqueada múltiplas vezes e depois baleada na parte de trás da cabeça em sua casa em Provo. Carter, natural de Chicago que morava com sua mãe em Utah na época, tornou-se suspeito. A polícia acreditava que ele havia matado Olesen durante um assalto. Quando Carter fugiu para Nashville, Tennessee — acreditando estar sendo procurado por outro crime — foi encontrado e interrogado. Durante esse interrogatório, ele assinou uma confissão que mais tarde afirmou ter sido obtida sob coerção.
Na época, não havia evidências físicas conectando Carter à cena. Mas a confissão e o depoimento de duas testemunhas que afirmaram tê-lo ouvido se gabar do crime foram suficientes para um júri condená-lo à morte. Durante mais de duas décadas, Carter permaneceu na prisão enquanto sua história permanecia praticamente imóvel — até 2011, quando as duas testemunhas admitiram que haviam sido instruídas a mentir. Elas disseram que receberam dinheiro e presentes da polícia, e foram ameaçadas de deportação caso não depusessem contra ele.
Os advogados de Carter começaram a desenterrar outras falhas. Testemunhas haviam visto um homem branco fugindo da cena do crime, não um homem negro. Um investigador havia ocultado evidências que apontavam para o marido de Olesen, Orla Olesen, que descobriu o corpo. Segundo os advogados, promotores estavam prestes a acusar o marido quando um policial pediu que aguardassem para que pudesse continuar investigando. Orla Olesen morreu em 2009 sem nunca ser acusado.
Em 2025, a Suprema Corte de Utah determinou um novo julgamento, citando má conduta dos investigadores. Mas foi a análise de DNA deste mês que finalmente abriu a porta. O material genético recuperado da maçaneta e do cabo da faca — a mesma faca de cozinha encontrada perto do corpo — não correspondia a Carter. A exclusão foi clara o suficiente para que um juiz concedesse fiança na segunda-feira, apesar das objeções da família de Olesen.
Theresa Olesen, nora da vítima, expressou "sérias preocupações" durante a audiência. "Caramba, nós esperávamos por uma correspondência concreta", disse ela sobre o resultado do DNA. "Isso não significa que ele não estava lá." Sua objeção reflete uma realidade incômoda: a ciência pode excluir um suspeito, mas não pode devolver 41 anos. Carter agora aguarda um novo julgamento, monitorado eletronicamente, enquanto a questão de quem realmente matou Eva Olesen permanece aberta — e o marido que a descobriu morreu há 17 anos sem nunca ser plenamente investigado.
Citas Notables
Caramba, nós esperávamos por uma correspondência concreta. Isso não significa que ele não estava lá.— Theresa Olesen, nora de Eva Olesen, durante audiência de fiança
Uma confissão assinada foi obtida sob coerção— Alegação de Douglas Stewart Carter sobre seu interrogatório