Por décadas, Paulina Borges Martins carregou o peso de uma infância interrompida: aos dez anos, a lógica patriarcal de uma família numerosa no interior de Santa Catarina decidiu que a roça e os irmãos menores valiam mais do que os livros. Trinta e oito anos depois, um programa público de educação de adultos devolveu a ela não apenas a sala de aula, mas a possibilidade de transformar em conhecimento tudo aquilo que a havia mantido longe dela. A história de Paulina lembra que o tempo perdido raramente é irrecuperável — e que a educação, quando acessível, pode reescrever destinos que pareciam sel
Após 38 anos longe da escola, Paulina retoma estudos e transforma vida pela Agroecologia
Paulina foi impedida de continuar estudando na infância devido a pressões familiares e patriarcais, sendo forçada a trabalhar na agricultura e cuidar de 16 irmãos menores.