Durante décadas, pesquisadores da University College London acompanharam mais de 2.700 britânicos e descobriram que a pobreza persistente não apenas pesa sobre o presente — ela se inscreve no próprio tecido do cérebro. Quem permaneceu entre os de menor renda ao longo da vida adulta apresentou, anos depois, sinais mensuráveis de envelhecimento cerebral acelerado. O estudo, publicado na revista Innovation in Aging, convida a sociedade a reconhecer que a desigualdade econômica não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma questão de biologia e tempo.