Aos 86 anos, Ringo Starr mantém rotina de exercícios para continuar em turnê

O exercício aparece como ferramenta para preservar algo que ainda deseja fazer
Para Ringo Starr, a academia não é lazer — é o que permite continuar trabalhando como músico aos 86 anos.
Mark

Por que um baterista de 86 anos ainda se importa tanto com academia? Não seria mais fácil simplesmente se aposentar?

Mimi

Porque para Ringo, o corpo não é um acessório. É uma ferramenta de trabalho. Se ele não conseguir subir ao palco, não consegue fazer o que ama.

Mark

Mas quando começou essa obsessão? Sempre foi assim?

Mimi

Não. Houve um momento específico, nos primeiros anos da All Starr Band, quando ele tentou se ajoelhar no palco e não conseguiu se levantar sozinho. Aquilo o acordou.

Mark

Parece uma história de humilhação.

Mimi

Talvez. Mas ele contou com humor. O importante é que transformou aquele momento em ação. Começou a treinar de verdade.

Mark

Três vezes por semana com profissional, mais dias sozinho — isso é muito ou pouco para alguém da idade dele?

Mimi

É consistência. Não é sobre fazer muito em pouco tempo. É sobre fazer algo todos os dias, semana após semana, ano após ano. Isso é o que a ciência diz que funciona.

Mark

E se ele parasse amanhã? Quanto tempo levaria para perder tudo isso?

Mimi

Provavelmente não muito. Mas ele não vai parar. Porque parar significa não poder mais fazer turnês. E para Ringo, isso é inaceitável.

  • Um momento de embaraço no palco — não conseguir se levantar após se ajoelhar durante uma apresentação da All Starr Band — transformou-se no ponto de virada que reorientou a relação de Starr com o próprio corpo.
  • Aos 86 anos, o músico ainda precisa do corpo para trabalhar: tocar bateria, viajar, ensaiar e enfrentar sequências de compromissos exige uma preparação física que não pode ser improvisada às vésperas de uma turnê.
  • A rotina de Starr — três sessões semanais com treinador, exercícios independentes nos outros dias e academia durante viagens — desafia a ideia de que cuidado físico intenso é incompatível com a idade avançada.
  • Pesquisas sobre treinamento resistido em maiores de 60 anos confirmam ganhos em força muscular e capacidade funcional, validando cientificamente o que Starr pratica por necessidade prática há décadas.
  • O que emerge de sua trajetória não é uma técnica secreta, mas algo mais difícil de sustentar: a regularidade silenciosa que, acumulada ao longo do tempo, torna possível subir ao palco aos 86 anos.

Aos 86 anos, Ringo Starr oferece ao mundo não uma fórmula de juventude, mas o retrato de uma disciplina construída ao longo de décadas — nascida de um momento de vulnerabilidade no palco e sustentada pela necessidade concreta de continuar trabalhando. O ex-baterista dos Beatles treina com profissional três vezes por semana e se exercita sozinho nos demais dias, dentro e fora de turnês, numa rotina que a ciência contemporânea reconhece como um dos pilares da autonomia funcional em idades avançadas. Mais do que uma curiosidade sobre celebridades e longevidade, sua história aponta para algo mais silencioso e exigente: a repetição como forma de permanência.

Ringo Starr tem 86 anos e ainda viaja, ensaia e se apresenta. A explicação não está em nenhum segredo de saúde revelado recentemente — está numa rotina construída ao longo de décadas e mantida com uma consistência que poucos sustentam. Três sessões semanais com acompanhamento profissional, exercícios por conta própria nos outros dias, academia durante as turnês. Movimento incorporado à vida, não reservado para momentos de preparação.

A origem dessa disciplina tem um episódio preciso. Nos primeiros anos da All Starr Band, Starr se ajoelhou no palco durante uma apresentação e não conseguiu se levantar sozinho. Contou o momento com humor, mas foi ali que começou a encarar a preparação física como algo ligado diretamente ao trabalho — não como vaidade ou lazer, mas como condição para continuar fazendo o que faz. O detalhe muda a leitura de tudo que veio depois.

Em entrevistas ao longo dos anos, o músico voltou repetidamente ao mesmo tema: frequência. Não uma sequência específica de exercícios, não uma técnica particular, mas a regularidade com que se move. Seu técnico de bateria, Jeffrey Chonis, confirmou que a academia é parte constante da rotina de Starr — dentro e fora de casa. A alimentação vegetariana, mantida há décadas, completa o quadro.

A ciência acompanha essa experiência. Revisões sistemáticas sobre treinamento resistido em adultos acima de 60 anos apontam benefícios concretos em força muscular e capacidade funcional — exatamente o que permite a um baterista octogenário entrar e sair do palco. A OMS recomenda, para pessoas mais velhas, uma combinação de atividade aeróbica, fortalecimento muscular e exercícios de equilíbrio.

O que a história de Starr oferece não é promessa nem receita. É o retrato de algo muito menos espetacular e provavelmente mais difícil: repetição sustentada ao longo do tempo, a serviço de algo que ainda se deseja fazer.

Aos 86 anos, Ringo Starr segue uma rotina que explica como o ex-baterista dos Beatles continua viajando, ensaiando e se apresentando décadas depois de se tornar um dos músicos mais conhecidos do mundo. Não é um programa concentrado nos dias que antecedem uma turnê. A preparação física virou parte de sua vida cotidiana — três sessões semanais com um profissional, mais dias de exercício por conta própria, movimento incorporado ao dia a dia.

A origem dessa disciplina vem de um momento específico. Nos primeiros anos da All Starr Band, quando Joe Walsh tocava guitarra, Starr decidiu se ajoelhar no palco durante uma apresentação. O problema surgiu imediatamente: não conseguiu se levantar sozinho. Ele contou o episódio com humor, mas associou aquele momento ao início de uma preocupação maior em colocar o corpo em condições de acompanhar o trabalho. Foi a partir dali que começou a cuidar melhor da preparação física. O detalhe muda a leitura de sua rotina atual. Não é simplesmente o caso de uma celebridade que decidiu frequentar uma academia na velhice. Existe uma ligação direta entre exercício e uma necessidade prática que surgiu durante sua própria carreira.

A rotina descrita por Starr é baseada principalmente em regularidade. São três sessões por semana com acompanhamento profissional. Em outros dias, ele continua se exercitando por conta própria. Essa organização não parece ter sido uma declaração isolada feita em 2023. Em entrevista mais recente, já aos 85 anos, o músico voltou a dizer que ainda trabalhava com uma treinadora três vezes por semana e entrava sozinho na academia pelo menos mais um dia, normalmente dois. Durante turnês, a disciplina também acompanha Starr para fora de casa. O músico explicou que costumava ir à academia pelo menos quatro manhãs por semana quando estava em turnê. Na mesma ocasião, resumiu sua abordagem em dois elementos: continuar se movimentando e cuidar da alimentação.

O próprio Starr não apresenta uma sequência específica de exercícios como receita para envelhecer bem. O que aparece repetidamente em suas entrevistas é a frequência com que se movimenta. A experiência pessoal dele encontra respaldo na literatura científica. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada no Biological Research for Nursing avaliou estudos sobre treinamento resistido em adultos com 60 anos ou mais, analisando efeitos sobre qualidade de vida, depressão, força muscular e capacidade funcional. Os resultados apontaram benefícios particularmente relacionados à força muscular e à capacidade funcional. As orientações da Organização Mundial da Saúde para pessoas mais velhas também não se limitam a uma única modalidade. A recomendação combina atividade aeróbica, fortalecimento muscular e atividades voltadas ao equilíbrio.

Existe uma particularidade que diferencia a rotina de Starr daquela de alguém que simplesmente busca condicionamento por lazer. O baterista continua precisando do corpo para trabalhar. Uma apresentação envolve tocar bateria, entrar e sair do palco, viajar, ensaiar e enfrentar uma sequência de compromissos. Para um músico com mais de oito décadas de vida, manter autonomia física passa a ter uma consequência profissional bastante concreta. Jeffrey Chonis, técnico de bateria que acompanha Starr há décadas, descreveu o músico como extremamente disciplinado e afirmou que a academia fazia parte constante de sua rotina. É justamente aí que a história ultrapassa a curiosidade sobre quantas vezes um ex-Beatle vai à academia. O exercício aparece como uma ferramenta para preservar algo que Starr ainda deseja fazer: subir ao palco.

A preocupação com alimentação e atividade física também não surgiu recentemente. Starr já havia explicado em entrevistas anteriores que meditava, frequentava academia, trabalhava com treinador e mantinha exercícios durante viagens. Também declarou seguir alimentação vegetariana há décadas. Isso significa que olhar apenas para sua idade atual pode esconder o elemento mais relevante da história. O resultado visível aos 86 anos está associado a um hábito construído ao longo do tempo. Não há, nas declarações do músico, promessa de exercício milagroso, técnica secreta ou treinamento capaz de produzir o mesmo resultado para qualquer pessoa. Há algo muito menos espetacular — e provavelmente mais difícil de sustentar: repetição. Três dias com acompanhamento profissional. Outros dias por conta própria. Academia durante as turnês. Movimento incorporado à rotina. Para Starr, a preparação física deixou de ser uma providência tomada antes de uma apresentação e passou a fazer parte da própria maneira de continuar trabalhando.

A academia fazia parte constante de sua rotina
— Jeffrey Chonis, técnico de bateria que acompanha Starr há décadas
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