Aos 81 anos, a Organização das Nações Unidas confronta uma crise que vai além do financeiro: é uma crise de sentido. Fundada sobre a promessa de que o diálogo poderia substituir a violência entre nações, a instituição assiste impotente a guerras na Ucrânia, no Oriente Médio e no Sudão, enquanto as próprias potências que a ergueram — Estados Unidos, China e Rússia — figuram entre seus maiores devedores e mais frequentes obstruidores. O que está em jogo não é apenas o orçamento de um organismo internacional, mas a viabilidade da ideia de que nações podem, de alguma forma, governar-se coletivamen
Aos 81 anos, ONU enfrenta sua maior crise de legitimidade
Atrocidades contra civis palestinos durante invasão de Gaza, com bloqueio de propostas de cessar-fogo pela administração Biden.