Há uma tensão antiga entre o que as cidades prometem e o que realmente entregam — e Lucía, aos 27 anos, decidiu resolvê-la não com palavras, mas com uma mudança radical de endereço e de propósito. Em 2026, ela deixou Madrid e comprou, por seis mil euros, uma casa centenária numa aldeia de nove habitantes na província de Ourense, na Galícia, onde passou a viver segundo os princípios da permacultura, reduzindo seus gastos mensais com alimentação a cinquenta euros. O que ela encontrou não foi apenas autossuficiência — foi a sensação de pertencer a um lugar e a uma comunidade, algo que a capital n