Em Dover, Delaware, Susan Young Browne completou 108 anos e renovou sua carteira de motorista com validade até 2033 — um documento que, se ela assim o desejar, a acompanhará até os 115 anos. Nascida em 1918 numa fazenda sem eletricidade, professora durante a integração racial das escolas americanas e viajante incansável depois da aposentadoria, Susan encarna aquilo que a filosofia do envelhecimento raramente consegue articular: que a liberdade de movimento não é um privilégio da juventude, mas uma disciplina cultivada ao longo de toda uma vida.