Anvisa libera retomada de testes da vacina Janssen contra covid-19

Um voluntário nos Estados Unidos apresentou evento adverso durante os testes, levando à suspensão temporária dos estudos.
Novas suspensões podem acontecer a qualquer momento
A Anvisa deixou claro que a liberação não era permanente e que continuaria monitorando eventos adversos.
Mark

Por que a Anvisa decidiu liberar os testes se havia um evento adverso confirmado?

Mimi

Porque um evento adverso em um voluntário, em um estudo de milhares de pessoas, não é necessariamente um sinal de que a vacina é perigosa. A agência avaliou os dados e considerou que era possível prosseguir com segurança.

Luke

Mas nós não sabemos o que foi esse evento adverso, certo? A empresa não detalhou.

Mimi

Correto. Não foi divulgado o que exatamente aconteceu com aquele voluntário nos EUA.

Mark

E os 12 voluntários que já tinham recebido a vacina no Rio — eles continuaram bem durante a pausa?

Mimi

Sim, foram monitorados durante todo o período de suspensão. Não há relato de problemas com eles.

Luke

Então a decisão se baseou em dados que não foram públicos. Confiamos que a Anvisa fez a avaliação correta, mas não podemos verificar isso independentemente.

Mimi

É assim que funciona a regulação. A agência tem acesso aos dados completos que a empresa fornece. O público vê o resultado da decisão.

Mark

E se algo der errado agora que retomaram?

Mimi

A Anvisa deixou claro que pode suspender novamente a qualquer momento se eventos graves forem identificados em voluntários brasileiros.

Luke

Mas isso significa que o risco existe. Não é zero.

Mimi

Nenhum teste clínico tem risco zero. O que a Anvisa está dizendo é que o risco é aceitável e que será monitorado continuamente.

  • Um evento adverso não detalhado em voluntário nos EUA forçou a Janssen a suspender simultaneamente os testes em vários países, incluindo o Brasil, em outubro de 2020.
  • Doze voluntários no Rio de Janeiro que já haviam recebido doses reais ou placebo ficaram em compasso de espera, monitorados durante toda a paralisação.
  • A Anvisa analisou os dados do incidente e concluiu que a ocorrência, embora séria, era compatível com o perfil esperado de ensaios clínicos de larga escala.
  • Com a liberação, a Janssen planeja aplicar 7.560 doses em voluntários com mais de 18 anos distribuídos por 11 estados brasileiros, sob coordenação do Cepic.
  • A agência deixou explícito que novas suspensões podem ser decretadas a qualquer momento, mantendo o monitoramento como condição inegociável para a continuidade dos estudos.

Em meio à corrida global por uma vacina contra a covid-19, a Anvisa reabriu, em novembro de 2020, o caminho para que a Janssen-Johnson & Johnson retomasse seus ensaios clínicos no Brasil — estudos que haviam sido interrompidos após um evento adverso em um voluntário norte-americano. A decisão reflete uma tensão permanente na ciência: o imperativo de avançar com urgência sem jamais abandonar a cautela que protege os que se oferecem como pioneiros. A agência reconheceu que imprevistos são parte inerente de qualquer pesquisa de grande escala, e que o rigor do monitoramento, e não a ausência de risco, é o que torna possível seguir em frente.

Na terça-feira 3 de novembro de 2020, a Anvisa liberou a retomada dos estudos clínicos da vacina da Janssen-Cilag, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, encerrando uma pausa que havia interrompido os testes em outubro. A suspensão foi motivada por um evento adverso sofrido por um voluntário nos Estados Unidos — incidente não detalhado publicamente pela empresa, mas grave o suficiente para paralisar os ensaios em múltiplos países ao mesmo tempo.

Durante o período de suspensão, a agência acompanhou os dados do caso e avaliou a segurança de prosseguir. A conclusão foi que situações desse tipo são comuns em ensaios clínicos de grande escala e não impediam a continuidade dos trabalhos no Brasil. Os doze voluntários do Rio de Janeiro que já haviam participado — recebendo doses reais ou placebo — permaneceram sob monitoramento durante toda a pausa.

Com a retomada autorizada, a Janssen planejava expandir os testes de forma significativa: 7.560 doses seriam aplicadas em voluntários com mais de 18 anos em 11 estados brasileiros, com os estudos coordenados pelo Centro Paulista de Investigação Clínica, o Cepic. A Anvisa, porém, foi enfática ao ressaltar que a liberação não era definitiva — novas suspensões poderiam ser decretadas a qualquer momento, caso eventos adversos graves fossem identificados. A segurança dos participantes, afirmou a agência, seguiria sendo o critério central de qualquer decisão futura.

Na terça-feira 3 de novembro de 2020, a Anvisa tomou uma decisão que reabria caminho para um dos testes de vacina contra a covid-19 mais aguardados do país. A agência liberou a retomada dos estudos clínicos da vacina produzida pela Janssen-Cilag, o braço farmacêutico da Johnson & Johnson, após uma pausa que havia interrompido o trabalho em outubro.

A suspensão havia começado quando a empresa identificou que um voluntário nos Estados Unidos havia sofrido um evento adverso durante o estudo. O incidente não foi detalhado publicamente pela Janssen, mas foi grave o suficiente para levar a empresa a interromper os testes não apenas no Brasil, mas em vários países simultaneamente. A Anvisa, durante esse período, acompanhou os dados relacionados ao caso e avaliou se era seguro continuar.

O que a agência reguladora concluiu foi que, embora o evento tivesse ocorrido, situações desse tipo são comuns em ensaios clínicos de grande escala e não impediam a continuidade dos trabalhos no Brasil. Doze voluntários no Rio de Janeiro já haviam participado do estudo antes da pausa, tendo recebido doses reais da vacina ou placebo, e continuaram sendo monitorados durante todo o período de suspensão.

Com a liberação para retomar, a Janssen planejava uma expansão significativa. O laboratório pretendia aplicar 7.560 doses — uma mistura de vacinas e placebos — em voluntários espalhados por 11 estados brasileiros. Todos os participantes precisariam ter mais de 18 anos. Os testes no país eram coordenados pelo Centro Paulista de Investigação Clínica, o Cepic.

Mas a Anvisa deixou claro que essa liberação não era um sinal verde permanente. A agência ressaltou que novas suspensões poderiam ser decretadas a qualquer momento, tanto para essa vacina quanto para outras em desenvolvimento, caso eventos adversos graves fossem identificados. O monitoramento continuaria rigoroso, tanto em relação aos voluntários brasileiros quanto aos dados que chegavam de outros países. Em comunicado oficial, a Anvisa afirmou que permaneceria acompanhando todos os eventos adversos observados durante o estudo e que, se algo grave acometesse os voluntários brasileiros, tomaria as medidas previstas nos protocolos para investigação criteriosa. A segurança dos participantes, deixou claro a agência, era o critério que guiaria qualquer decisão futura.

A Anvisa continuará acompanhando todos os eventos adversos observados durante o estudo e, caso seja identificada qualquer situação grave com voluntários brasileiros, irá tomar as medidas previstas nos protocolos para investigação criteriosa
— Anvisa, em comunicado oficial
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