Em 24 de agosto de 2026, a Anvisa cancelou o registro do Elevidys — uma das terapias mais caras já desenvolvidas, a R$ 20 milhões por dose única — após a própria fabricante Roche reconhecer que os dados de eficácia e segurança eram insuficientes para sustentar sua permanência no mercado brasileiro. O episódio ilumina uma tensão estrutural do sistema de saúde: quando a esperança chega antes da evidência, e quando a judicialização substitui a política pública, são as famílias mais vulneráveis que carregam o peso da incerteza. Crianças que receberam o medicamento entre dezembro de 2024 e julho de
Anvisa cancela registro do Elevidys, medicamento de R$ 20 milhões para distrofia muscular
Pacientes brasileiros com distrofia muscular de Duchenne que receberam o medicamento entre dezembro de 2024 e julho de 2025 perdem acesso à terapia e necessitam de monitoramento contínuo de segurança.