No início de julho, a Anvisa concedeu à Oxitec do Brasil uma autorização excepcional de cinco anos para produzir e liberar mosquitos Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia — insetos modificados para interromper a cadeia de transmissão da dengue, da chikungunya e da zika. A decisão, vinculada ao Programa Nacional de Controle das Arboviroses do Ministério da Saúde, não é uma liberação irrestrita, mas um experimento regulado em escala nacional, nascido da urgência climática e da memória de crises sanitárias repetidas. É o momento em que a ciência e a burocracia se encontram para tentar, c