Anvisa aprova Aquipta, novo medicamento oral para prevenção de enxaqueca

A enxaqueca afeta aproximadamente 15% da população mundial, causando impactos significativos na qualidade de vida, rotina de trabalho e vida social dos pacientes.
Bloqueia uma via específica envolvida na dor e inflamação
O atogepanto atua como antagonista do receptor CGRP, interrompendo o sinal das crises de enxaqueca.
Mark

Por que essa aprovação importa agora? Já não existem medicamentos para prevenir enxaqueca?

Mimi

Existem, mas muitos não atuam diretamente no mecanismo que causa a dor. O Aquipta bloqueia o CGRP, uma via específica envolvida na inflamação e transmissão da dor. É uma abordagem mais direta.

Luke

Mas os estudos que aprovaram isso foram feitos pela própria AbbVie, certo? Quem mais validou esses dados?

Mark

Qual é o tamanho do mercado potencial? Quantas pessoas poderiam usar isso?

Mimi

A enxaqueca afeta 15% da população mundial. Mas o medicamento é indicado para quem tem pelo menos quatro episódios por mês, então é um subgrupo mais específico.

Luke

Exatamente. Não sabemos quantos brasileiros se encaixam nesse critério. Também não temos preço, então é difícil avaliar acessibilidade.

Mark

O medicamento já está disponível em outros países?

Mimi

A fonte não menciona isso. Sabemos que os estudos foram internacionais, mas não diz se já foi aprovado em outros lugares.

Luke

Isso é importante. Se está aprovado nos EUA ou Europa há tempo, teríamos dados de segurança de mundo real. Aqui só temos os dados dos ensaios clínicos.

Mark

Qual é o próximo passo para quem quer usar?

Mimi

Precisa esperar a chegada às farmácias e, provavelmente, prescrição médica. A Anvisa não informou quando isso acontecerá.

Luke

E o SUS? Vai cobrir? Vai ser só na rede privada? Essas respostas ainda não existem.

  • A enxaqueca incapacita cerca de 15% da população mundial, e muitos pacientes seguem sem opções preventivas que atuem na raiz biológica da doença.
  • O atogepanto bloqueia o receptor CGRP, interrompendo diretamente a via de transmissão da dor e dos processos inflamatórios que disparam as crises — uma abordagem distinta dos tratamentos preventivos já existentes.
  • Dois estudos internacionais de fase 3, o Advance e o Progress, demonstraram redução significativa nos dias mensais de enxaqueca tanto na forma episódica quanto na crônica, sustentando a aprovação regulatória.
  • A Anvisa autorizou a comercialização em comprimidos de 10 mg e 60 mg, mas preço e data de chegada às farmácias ainda não foram divulgados.
  • O interesse público foi imediato: buscas pelo termo 'Aquipta' dispararam no Google Trends nas 24 horas seguintes ao anúncio, sinalizando a urgência de quem espera por alternativas.

Para os milhões de pessoas que vivem sob a sombra recorrente da enxaqueca, a ciência oferece uma nova resposta: a Anvisa aprovou o Aquipta, medicamento oral da AbbVie cujo princípio ativo, o atogepanto, age diretamente nos mecanismos que desencadeiam as crises. A aprovação, anunciada em 8 de setembro de 2026, representa não apenas um avanço farmacológico, mas um reconhecimento da profunda carga que essa doença neurológica impõe a 15% da humanidade — silenciando rotinas, relações e possibilidades.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, em 8 de setembro de 2026, o Aquipta — medicamento oral desenvolvido pela AbbVie para prevenir crises de enxaqueca em adultos com pelo menos quatro episódios mensais. O fármaco chega ao Brasil em comprimidos de 10 mg e 60 mg, inaugurando uma nova classe de tratamento preventivo para uma das doenças neurológicas mais incapacitantes do mundo.

Seu princípio ativo, o atogepanto, é um antagonista seletivo do receptor CGRP — peptídeo relacionado ao gene da calcitonina. Ao bloquear esse receptor, o medicamento interrompe a via responsável pela transmissão da dor e pelos processos inflamatórios que desencadeiam as crises. A Anvisa destaca que muitos tratamentos preventivos existentes não atuam diretamente nesses mecanismos, o que confere ao Aquipta uma abordagem diferenciada.

A aprovação foi respaldada pelos estudos de fase 3 Advance e Progress, conduzidos pela AbbVie com pacientes de enxaqueca episódica e crônica. Os resultados mostraram redução significativa no número de dias mensais com enxaqueca em comparação ao placebo — evidência que convenceu os reguladores brasileiros.

A enxaqueca atinge cerca de 15% da população mundial, manifestando-se em crises de dor moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas e hipersensibilidade à luz e ao som. Seus efeitos ultrapassam o físico: comprometem o trabalho, a vida social e sobrecarregam os serviços de saúde. Embora a resolução da Anvisa autorize a comercialização, preço e prazo de chegada às farmácias ainda não foram definidos — mas o anúncio já gerou reação: as buscas por 'Aquipta' saltaram no Google Trends nas primeiras 24 horas, revelando a expectativa de quem aguarda uma nova chance de viver sem dor.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta terça-feira, 8 de setembro, o Aquipta, um medicamento oral desenvolvido pela AbbVie destinado a prevenir crises de enxaqueca em adultos. O fármaco, cujo princípio ativo é o atogepanto, chega ao mercado brasileiro em duas apresentações: comprimidos de 10 miligramas e 60 miligramas. A aprovação marca a entrada de uma nova classe de tratamento preventivo para pacientes que sofrem pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês.

O atogepanto funciona como um antagonista seletivo do receptor do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, conhecido pela sigla CGRP. Em termos práticos, o medicamento bloqueia uma via específica envolvida tanto na transmissão da dor quanto nos processos inflamatórios que desencadeiam as crises de enxaqueca. Ao impedir a ligação ao receptor, interrompe o sinal associado aos episódios dolorosos. A Anvisa ressalta que, embora existam outras opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, muitas delas não atuam diretamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença, o que torna o Aquipta uma alternativa com abordagem diferenciada.

Os dados que fundamentaram a aprovação vieram de dois estudos internacionais de fase 3 conduzidos pela AbbVie: o Advance e o Progress. Essas pesquisas avaliaram a eficácia, segurança e tolerabilidade do medicamento em adultos com enxaqueca episódica e crônica. Os resultados apontaram redução significativa no número de dias mensais com enxaqueca quando comparado ao placebo, tanto em pacientes com a forma episódica quanto naqueles com enxaqueca crônica.

A enxaqueca é uma doença neurológica altamente incapacitante que afeta aproximadamente 15% da população mundial. Caracteriza-se por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade exagerada à luz e ao som. O impacto vai além do desconforto físico: a doença provoca consequências significativas na qualidade de vida dos pacientes, afetando sua rotina de trabalho, vida social e gerando demanda por serviços de saúde.

A resolução da Anvisa autoriza a comercialização do medicamento, mas não divulga informações sobre o preço nem sobre a data exata de chegada às farmácias brasileiras. Ainda assim, a aprovação gerou interesse imediato: nas últimas 24 horas após o anúncio, as buscas pelo termo "Aquipta" apresentaram alta significativa no Google Trends, refletindo a curiosidade de usuários sobre a nova opção terapêutica. O medicamento representa um avanço para pacientes que buscam alternativas preventivas com mecanismo de ação inovador.

O atogepanto atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor e na fisiopatologia da enxaqueca, ajudando a prevenir as crises
— Anvisa
A aprovação teve como base principalmente os resultados dos estudos internacionais de Fase 3 Advance e Progress
— AbbVie
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