Quando uma patente expira, o mercado responde com velocidade — mas nem sempre com sabedoria. Em 2026, a Anvisa aprovou doze novos injetáveis à base de semaglutida e liraglutida para diabetes e obesidade no Brasil, abrindo caminho para versões genéricas que podem custar um terço do preço original. O que parece uma democratização do acesso esconde, porém, uma armadilha silenciosa: a facilidade de obter o medicamento não substitui o julgamento clínico que deveria preceder seu uso.