À medida que o Brasil se aproxima de 2026, uma pesquisa Nexus/BTG Pactual revela uma verdade incômoda para o campo petista: a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, sólida no primeiro turno, dissolve-se quase por completo quando a disputa se torna um confronto direto entre os dois. O antipetismo — essa força que não vota a favor, mas contra — emerge como o grande equalizador desta corrida, lembrando que, nas democracias polarizadas, a rejeição pode ser tão decisiva quanto a adesão.
Antipetismo reduz vantagem de Lula contra Flávio em segundo turno
O antipetismo mobiliza quase um terço dos votantes de Flávio
Como uma vantagem de oito pontos no primeiro turno desaparece assim no segundo?
Porque no primeiro turno há outros candidatos dividindo votos. Quando a disputa fica só entre Lula e Flávio, muita gente que votaria em Caiado ou Zema migra para Flávio — e faz isso principalmente para barrar Lula.
Mas a pesquisa mostra que Lula ainda lidera no segundo turno, certo? 47% contra 44%?
Sim, mas dentro da margem de erro. Tecnicamente é um empate.
E esse antipetismo — 31% votando em Flávio só para derrotar Lula — isso é muito ou pouco?
É bastante. Significa que quase um terço dos votantes de Flávio estão lá por rejeição, não por apoio genuíno.
A pesquisa perguntou por que as pessoas votariam em Lula no segundo turno?
Perguntou. E 16% disseram que seria só para derrotar Flávio.
Então o antipetismo é mais forte que o anti-bolsonarismo nesse eleitorado?
É o que os números sugerem. O PT gera mais rejeição mobilizadora do que o PL nesse cenário.
E essa vantagem de Lula caiu de seis pontos em meados de junho para três agora. Por quê?
O caso Dark Horse ainda repercutia em junho. Desde então, o antipetismo cresceu e a vantagem encolheu.
Der Puls
- Uma vantagem de 8 pontos percentuais no primeiro turno encolhe para apenas 3 no segundo, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
- Em poucas semanas, Lula perdeu metade de sua folga no segundo turno — mesmo após o escândalo 'Dark Horse' ter atingido Flávio Bolsonaro em cheio.
- Quase um terço dos eleitores de Flávio (31%) admite votar nele exclusivamente para derrotar Lula, revelando que o antipetismo é o combustível real de sua candidatura.
- O anti-bolsonarismo, por outro lado, mobiliza apenas 16% dos eleitores de Lula, indicando uma assimetria de motivações que favorece o campo da direita no segundo turno.
- A polarização crescente tende a ampliar esse efeito: quanto mais a disputa se estreita entre dois nomes, mais o ódio ao adversário supera o entusiasmo pelo próprio candidato.
À medida que o Brasil se aproxima de 2026, uma pesquisa Nexus/BTG Pactual revela uma verdade incômoda para o campo petista: a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, sólida no primeiro turno, dissolve-se quase por completo quando a disputa se torna um confronto direto entre os dois. O antipetismo — essa força que não vota a favor, mas contra — emerge como o grande equalizador desta corrida, lembrando que, nas democracias polarizadas, a rejeição pode ser tão decisiva quanto a adesão.
A pesquisa Nexus/BTG Pactual divulgada em 29 de junho traz um alerta claro para o campo petista: a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro existe, mas é frágil. No primeiro turno estimulado, o presidente lidera com 42% contra 34% do filho do ex-presidente — oito pontos de diferença. No segundo turno simulado, essa margem cai para apenas três pontos, com Lula em 47% e Flávio em 44%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O que parecia confortável se transforma em empate técnico.
A trajetória é reveladora. Até meados de junho, Lula ainda mantinha seis pontos de vantagem na simulação de segundo turno — o dobro do que a pesquisa mais recente registra. A queda coincide com o arrefecimento do impacto do caso 'Dark Horse', quando um áudio revelou que Flávio havia pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Com o escândalo perdendo força, a vantagem petista encolheu pela metade.
O principal motor dessa erosão é o antipetismo. No segundo turno, Flávio absorve eleitores de pré-candidatos de direita como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, mas não apenas por afinidade programática. A pesquisa perguntou diretamente sobre a motivação do voto: 31% dos eleitores de Flávio declararam escolhê-lo unicamente para impedir a reeleição de Lula. Entre os eleitores do petista, apenas 16% disseram o mesmo em relação ao adversário.
Essa assimetria é o nó central da disputa. O antipetismo mobiliza uma fatia muito maior do eleitorado de Flávio do que o anti-bolsonarismo mobiliza o de Lula, sugerindo que a rejeição ao PT funciona como um motor mais potente neste segundo turno hipotético. Para Lula, a conclusão é desconfortável: liderar no primeiro turno não garante segurança no segundo, e a polarização, ao invés de ampliar sua vantagem, tende a reduzi-la.
A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro encolhe drasticamente quando se passa do primeiro para o segundo turno. É o que mostra a pesquisa Nexus/BTG Pactual divulgada na segunda-feira, 29 de junho. No primeiro turno estimulado, o petista lidera com folga: 42% contra 34% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Oito pontos percentuais separam os dois. Mas quando se simula um confronto direto entre apenas esses dois nomes, aquela margem confortável desaparece.
No segundo turno, Lula mantém a dianteira numérica, mas ela se reduz a apenas três pontos percentuais. O petista marca 47% das intenções de voto, enquanto Flávio chega a 44%. Dentro da margem de erro da pesquisa — dois pontos percentuais para mais ou para menos — essa diferença configura um empate técnico. O que era uma vantagem clara no primeiro turno se transforma em uma disputa aberta.
A erosão dessa vantagem não é recente. Até meados de junho, Lula ainda tinha seis pontos percentuais de frente na simulação de segundo turno. A queda de três pontos em poucas semanas reflete mudanças no cenário político. O caso "Dark Horse" — quando um áudio vazado revelou que Flávio havia pedido dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro — ainda repercutia com força naquela época. Desde então, a vantagem do petista encolheu pela metade.
O que explica essa trajetória descendente é, em grande medida, o antipetismo. Flávio herda votos de outros pré-candidatos alinhados à direita, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), quando esses nomes saem da disputa. Mas há mais: a pesquisa Nexus/BTG Pactual perguntou aos entrevistados qual era a motivação por trás de sua intenção de voto no segundo turno. Entre quem declarou voto em Flávio, 31% responderam que fazem isso unicamente para derrotar Lula. Esse é um peso considerável — quase um terço dos seus votantes potenciais.
O inverso é menos pronunciado. Entre os votantes em Lula, apenas 16% disseram que o escolhem para que derrote o pré-candidato do PL. A diferença é significativa: o antipetismo mobiliza uma parcela maior do eleitorado de Flávio do que o anti-bolsonarismo mobiliza o eleitorado de Lula. Isso sugere que, no segundo turno, a rejeição ao PT funciona como um motor mais potente do que a rejeição ao PL. Para Lula, a tarefa se complica. Sua vantagem inicial no primeiro turno não se traduz em segurança no segundo. O antipetismo, que cresce conforme a disputa se polariza, reduz o espaço que ele ocupa.
Bemerkenswerte Zitate
De quem declarou voto em Flávio, 31% disseram que fazem isso apenas para derrotar Lula— Pesquisa Nexus/BTG Pactual