Na noite de quarta-feira, o Internacional não conseguiu superar o Red Bull Bragantino no Beira-Rio, e o empate sem gols selou mais do que um resultado — encerrou qualquer sonho matemático de título no Brasileirão. Com dez pontos de distância para o Palmeiras e apenas dez rodadas restantes, o time gaúcho se vê diante de um espelho incômodo: não é a tabela que o condena, mas a própria ansiedade que o paralisa.
Ansiedade encerra chances do Colorado ameaçar o Palmeiras
Um Colorado afobado, buscando resolver rapidamente
Como um time que começou melhor consegue sair do campo sem gols e ainda perde posição?
A afobação. O Inter queria resolver rápido, e isso quebrou o ritmo. Muitos erros nos passes para o terço final.
Mas o Bragantino também não criou muito. Cleiton fez duas defesas boas, mas não havia um volume ofensivo esmagador de nenhum lado.
Pedro Henrique parecia diferente. Por quê?
Ele foi o mais agudo mesmo. Começou pela esquerda, depois foi para a direita, e em ambos os lados criou problemas. Mas o resto do ataque não acompanhou.
Sem Bustos, a direita ficou fraca. Isso é concreto. Mas também é verdade que Alan Patrick e Alemão tiveram uma noite imprecisa — não é só ausência, é desempenho.
E a questão do título? Dez pontos com dez rodadas...
Matematicamente, acabou. O Palmeiras está muito à frente.
Tecnicamente ainda há possibilidade, mas exigiria uma sequência perfeita do Inter e tropeços do Palmeiras. A realidade é que o Inter não está jogando bem o suficiente para isso.
O que muda agora?
O Inter precisa encontrar consistência. Dois meses sem vitória é muito. Precisam de confiança.
El Pulso
- A distância de dez pontos para o Palmeiras com dez rodadas restantes tornou a disputa pelo título matematicamente inviável após o empate.
- Desfalcado de quatro titulares, o Inter improvisou a escalação e pagou caro pela falta de entrosamento e precisão nos passes decisivos.
- Pedro Henrique foi o único jogador colorado a criar perigo real, mas faltaram companheiros à altura para converter as oportunidades geradas.
- O goleiro Cleiton foi providencial no segundo tempo, evitando duas finalizações perigosas que poderiam ter mudado o rumo da partida.
- O Internacional completa dois meses sem vencer e segue preso em uma afobação coletiva que transforma chances em contragolpes para o adversário.
Na noite de quarta-feira, o Internacional não conseguiu superar o Red Bull Bragantino no Beira-Rio, e o empate sem gols selou mais do que um resultado — encerrou qualquer sonho matemático de título no Brasileirão. Com dez pontos de distância para o Palmeiras e apenas dez rodadas restantes, o time gaúcho se vê diante de um espelho incômodo: não é a tabela que o condena, mas a própria ansiedade que o paralisa.
A noite de quarta-feira no Beira-Rio foi o ponto final de uma esperança que já agonizava. O Internacional empatou sem gols com o Red Bull Bragantino e, com isso, perdeu a vice-liderança do Brasileirão. Dez pontos separam o time gaúcho do Palmeiras, com dez rodadas restantes — a matemática não deixa mais espaço para ilusões.
Mano Menezes enfrentou a partida com um elenco remendado. Sem Daniel, Bustos, Johnny e Wanderson, o técnico recorreu a improvisações que se refletiram em campo. Os primeiros cinquenta minutos foram de volume sem profundidade: o Colorado começou melhor, mas os passes para o terço final saíam imprecisos, e o Bragantino cresceu aproveitando os espaços deixados pelas transições defensivas mal ajustadas. Pedro Henrique foi o jogador mais agudo do Inter, criando os lances mais perigosos quase que sozinho.
No segundo tempo, o time melhorou a circulação e chegou perto do gol por duas vezes, mas o goleiro Cleiton foi cirúrgico nas intervenções. As substituições de Mano — Taison e Maurício no lugar de Igor Gomes e Alan Patrick — não surtiram o efeito esperado. Maurício desperdiçou uma chance clara, e Edenílson, apupado pela torcida, foi deslocado para a lateral-direita.
O Bragantino também assustou no fim, e Keiller precisou fazer milagres para manter o zero. O empate foi justo para quem assistiu, mas cruel para quem ainda alimentava esperanças coloradas. O Internacional segue preso em sua própria ansiedade — um time que cria, mas não converte, que compete, mas não vence há dois meses.
A noite de quarta-feira enterrou as últimas esperanças. O Internacional saiu do Beira-Rio com um empate sem gols contra o Red Bull Bragantino, e com ele perdeu a vice-liderança do Brasileirão. Dez pontos separam agora o time gaúcho do Palmeiras, com dez rodadas ainda por disputar. Matematicamente, a corrida pelo título terminou antes mesmo de chegar ao final.
Mano Menezes escalou um time desfalcado. Sem Daniel, Bustos, Johnny e Wanderson, o técnico precisou improvisar: Keiller, Igor Gomes, Edenílson e Pedro Henrique ganharam titularidade. Do outro lado, Maurício Barbieri também sofria com ausências. Alerrando lesionou a coxa, forçando Carlos Eduardo novamente à frente do ataque. Hyoran ocupou o lugar de Eric Ramires no meio.
Os primeiros cinquenta minutos foram de criatividade praticamente nula. Não que o jogo fosse monótono — havia movimento, circulação, volume. O Colorado começou melhor, mas os passes para o terço final saíram imprecisos, quebrando o ímpeto ofensivo inicial. O Bragantino cresceu com isso, circulando a bola com qualidade no ataque e encaixando bons contragolpes. Artur e Hyoran foram os mais perigosos. Raul distribuiu bem, Helinho se mexeu com inteligência pela esquerda. Nenhuma finalização de verdade antes do intervalo.
Pedro Henrique foi o jogador mais agudo do Inter no primeiro tempo. Começou pela esquerda, depois migrou para a direita, levando problemas aos laterais paulistas. Dele saíram os lances mais importantes. Faltou companhia em sua eficiência. Alan Patrick e Alemão viveram noite imprecisa. Sem Bustos, não havia presença ofensiva pela direita. Carlos de Pena fez boas infiltrações pela esquerda. Renê e Gabriel ajudaram na circulação. Mas Edenílson errava bastante. Era um Colorado afobado, buscando resolver rapidamente, oferecendo contragolpes ao Bragantino. As transições defensivas não estavam ajustadas.
No segundo tempo, o Inter foi um pouco mais efetivo. Circulou a bola com precisão na intermediária ofensiva e quase abriu o placar antes dos vinte minutos — duas vezes. Cleiton, o goleiro do Bragantino, interviu cirurgicamente em finalizações de Pedro Henrique e Alemão após jogadas bem trabalhadas. O Massa Bruta manteve sua postura e também levou perigo com Hyoran e Luan Cândido.
Mano Menezes mexeu no time. Tirou Igor Gomes e Alan Patrick, colocou Taison e Maurício. Este último perdeu uma chance incrível após cruzamento de Renê aos vinte e cinco minutos. Edenílson, apupado pela torcida, passou a jogar na lateral-direita. Pedro Henrique voltou ao lado esquerdo.
O Bragantino também teve duas grandes chances no fim. Keiller fez milagre em finalização a queima-roupa de Werik Popó e voou para realizar grande defesa em cobrança de falta de Artur. David e Braian Romero também entraram nos minutos finais, mas não conseguiram alterar o cenário de incapacidade colorada na frente da meta. O Red Bull Bragantino trabalhou bem a proteção de área, principalmente com Natan. O time vai completar dois meses sem uma vitória, mas foi competitivo em Porto Alegre. O Colorado, porém, segue preso em sua própria ansiedade.
Citas Notables
O time errou demais por afobação, consequentemente tornou-se impreciso e quase perdeu no fim— análise da partida