Desde maio, os brasileiros carregam nas contas de luz o peso de um sistema hídrico sob pressão: a Aneel manteve a bandeira tarifária amarela para setembro, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Chuvas insuficientes obrigam o país a recorrer às termelétricas — mais caras e mais poluentes —, e esse custo, como sempre, recai sobre o consumidor. Quatro meses de alerta contínuo revelam não apenas uma conjuntura climática, mas uma vulnerabilidade estrutural do modelo energético brasileiro.