Pelo quinto mês consecutivo, a Aneel mantém a bandeira tarifária amarela para setembro, sinalizando que a estiagem prolongada não é uma perturbação passageira, mas uma condição que revela a vulnerabilidade estrutural de uma nação que confia à água a maior parte de sua energia. A cada 100 quilowatts-hora consumidos, R$ 1,885 a mais são cobrados — um valor pequeno por unidade, mas que, multiplicado por milhões de lares e negócios, compõe o peso coletivo de um clima que não coopera.