No Brasil, onde golpes telefônicos sofisticados corroem a confiança cotidiana entre cidadãos e instituições, a Anatel emitiu uma determinação formal às operadoras de telefonia para que bloqueiem chamadas fraudulentas que falsificam identificadores de origem. A medida reconhece que a proteção do consumidor não pode depender apenas da vigilância individual — ela exige uma resposta estrutural inscrita na própria infraestrutura das redes de comunicação. É um momento em que o Estado afirma que certas vulnerabilidades coletivas demandam responsabilidade coletiva.