Em um país onde a fronteira entre o cuidado e a culpa raramente foi traçada com clareza, a Agência Nacional de Aviação Civil decidiu separar o que a lei confundia: a obrigação de amparar o passageiro durante um atraso e a responsabilidade de indenizá-lo por ele. A nova norma reconhece que nem todo transtorno nasce de negligência — que o clima e a infraestrutura pertencem a uma ordem que escapa ao controle das empresas — e tenta, com isso, devolver à Justiça um papel mais preciso e ao setor aéreo uma previsibilidade que, segundo ele, faltava há décadas. O passageiro segue protegido no essencial