Há séculos a sabedoria popular intuía o que a ciência agora confirma com números: os laços entre pessoas não são ornamentos da vida, mas estruturas que a sustentam. Pesquisas de larga escala revelam que a solidão e o isolamento social elevam independentemente o risco de depressão, enquanto conversas frequentes — mesmo breves — reduzem o cortisol e acalmam o sistema nervoso. O convívio não é um luxo que se encaixa quando sobra tempo; é, para o cérebro humano, uma necessidade tão concreta quanto o sono ou a alimentação.