Enquanto o mundo observa o segundo mandato de Donald Trump, uma questão antiga ressurge com nova roupagem: até onde vai o direito de uma grande potência moldar o destino político de seus vizinhos? No Brasil, a combinação de tarifas punitivas, pressão diplomática e consultores ligados ao ecossistema trumpista lança sombras sobre a eleição presidencial de 2026, sugerindo que o apoio americano a Flávio Bolsonaro pode ser menos espontâneo do que parece. A história da América Latina conhece bem esse roteiro — e sabe que a interferência externa raramente termina como seus autores planejam.