Num tempo em que as nações disputam soberania digital, Portugal dá um passo deliberado ao expandir o Amália — o seu modelo de inteligência artificial em língua portuguesa — para os balcões dos serviços públicos. Com um investimento de 1,8 milhões de euros e o contributo de seis instituições académicas, o projeto transita do laboratório para o quotidiano dos cidadãos, tornando-se simultaneamente uma aposta na autonomia tecnológica e uma declaração de apreço pela língua que une milhões de pessoas. A iniciativa levanta, com seriedade, a questão de como os Estados podem cultivar identidade cultura