No cume de quase quatro mil metros, Brian Seibert fez o que os alpinistas fazem quando vencem uma montanha: avisou aos amigos que havia chegado. Tinha 53 anos, estava no Monte Morgan, na Califórnia, e a descida que se seguiu à celebração seria a última. Há algo de profundamente humano nesse intervalo entre o triunfo e o silêncio — o momento em que a conquista já foi partilhada, mas o caminho de volta ainda não foi feito.
Alpinista celebra chegada ao topo e morre durante descida no Monte Morgan
Enviou mensagem celebrando o topo, depois caiu no caminho de volta
Como é que um alpinista experiente — porque ele deve ter sido experiente para chegar até lá — enfrenta uma queda assim logo após o sucesso?
A gente não sabe se foi experiência que faltou ou se foi um acidente puro. O que sabemos é que ele chegou ao topo, mandou mensagem, começou a descer. Depois caiu. O terreno ali é extremamente remoto e acidentado.
Mas a gente não tem detalhes sobre como a queda aconteceu, certo? Se foi escorregão, se foi uma decisão errada de rota, se foi equipamento que falhou?
Não. Os socorristas descreveram a altura como incompatível com sobrevivência, mas não há informação sobre a causa específica.
E quanto ao tempo entre a mensagem e a queda — quanto tempo passou?
Não está claro. Ele avisou que iniciaria a descida, e "pouco tempo depois" caiu. Mas não há um horário exato.
Então temos um intervalo de tempo desconhecido e uma causa de queda desconhecida. O que sabemos mesmo é que ele caiu e que levou 72 horas para encontrarem o corpo.
Exatamente. E que a família estava acompanhando tudo isso — a ex-esposa, os filhos. Três dias esperando notícias.
A ex-esposa ainda tinha ligação emocional forte com ele?
Sim. Ela mesma disse que mantinham uma amizade forte apesar do divórcio. Ela e os filhos agradeceram publicamente aos socorristas.
The Pulse
- Seibert enviou uma mensagem confirmando o cume às quase 3.960 metros e avisou que começaria a descer — mas nunca chegou ao ponto de encontro.
- A queda ocorreu em uma borda de penhasco no Grand Central Couloir, em altura que os socorristas classificaram como incompatível com sobrevivência.
- As buscas só foram acionadas na segunda-feira à noite, quando ficou claro que ele não havia retornado no horário esperado, abrindo uma janela de angústia de mais de 72 horas para a família.
- Pegadas na neve e dados do celular guiaram os socorristas até a região remota a 3.800 metros, onde um helicóptero finalmente avistou o corpo na quarta-feira.
- Sua ex-esposa Sundi e os filhos acompanharam cada hora das buscas e, ao fim, agradeceram publicamente aos voluntários que não desistiram de encontrá-lo.
No cume de quase quatro mil metros, Brian Seibert fez o que os alpinistas fazem quando vencem uma montanha: avisou aos amigos que havia chegado. Tinha 53 anos, estava no Monte Morgan, na Califórnia, e a descida que se seguiu à celebração seria a última. Há algo de profundamente humano nesse intervalo entre o triunfo e o silêncio — o momento em que a conquista já foi partilhada, mas o caminho de volta ainda não foi feito.
Brian Seibert alcançou o cume do Monte Morgan na noite de domingo, 4 de outubro, a quase 3.960 metros de altitude. Como tantos alpinistas fazem naquele instante de conquista, enviou uma mensagem de texto aos amigos anunciando que havia chegado ao topo — e avisou que começaria a descer. Horas depois, caiu de um penhasco na base do Grand Central Couloir, em uma altura que os socorristas descreveram como incompatível com qualquer possibilidade de sobrevivência.
As buscas começaram na segunda-feira à noite, quando a equipe de Busca e Salvamento do Condado de Mono foi acionada após Brian não retornar no horário esperado. O terreno era remoto e acidentado, a cerca de 3.800 metros de altitude. Os socorristas usaram pegadas deixadas na neve e dados do celular de Seibert para reconstruir seu trajeto. Um helicóptero sobrevoando a região avistou o corpo na quarta-feira, 7 de outubro — mais de 72 horas após a queda. Antes de descer, ele havia assinado o livro de registro no cume, gesto de rotina que se tornaria o último registro documentado de sua vida.
Sua ex-esposa, Sundi Reince, prestou homenagens públicas nas redes sociais das equipes de resgate. Apesar do divórcio, os dois mantinham uma amizade próxima. Seibert deixou filhos — chamados por Sundi de 'seus meninos' — que acompanharam com angústia cada movimento das operações. Quando o corpo foi localizado, a família agradeceu profundamente aos voluntários e autoridades pelo empenho em trazê-lo de volta.
Brian Seibert, alpinista de 53 anos da Califórnia, alcançou o cume do Monte Morgan na noite de domingo, 4 de outubro, a quase 3.960 metros de altitude. Ele fez o que muitos alpinistas fazem naquele momento — enviou uma mensagem de texto aos amigos comunicando a conquista. Depois avisou que começaria a descer. Poucas horas depois, caiu de um penhasco em uma altura que os socorristas descreveram como incompatível com qualquer possibilidade de sobrevivência.
O corpo de Seibert só foi encontrado na quarta-feira, 7 de outubro, mais de 72 horas após a queda ocorrer na borda de um penhasco na base do Grand Central Couloir. As buscas começaram na segunda-feira, quando a equipe de Busca e Salvamento do Gabinete do Xerife do Condado de Mono recebeu um chamado informando que Brian não havia retornado no horário esperado, por volta das 23h30. O terreno onde ele caiu fica a aproximadamente 3.800 metros de altitude — remoto, acidentado, difícil de alcançar.
Os socorristas usaram pegadas deixadas na neve e dados do celular de Seibert para rastrear seu trajeto durante a descida. Um helicóptero sobrevoando a região avistou o corpo, e uma aeronave especializada em operações de resgate foi acionada para a retirada. Antes de iniciar a descida fatal, Seibert havia assinado o livro de registro no cume da montanha — um gesto de rotina que agora marca o último momento documentado de sua vida.
Sua ex-esposa, Sundi Reince, prestou homenagens públicas ao alpinista nas redes sociais das equipes de resgate. Apesar do divórcio, os dois mantinham uma amizade sólida. Seibert deixou filhos, que Sundi chamou de "seus meninos". Durante os três dias de buscas, a família acompanhou com angústia cada movimento das operações de resgate. Quando o corpo foi finalmente localizado, Sundi e os filhos agradeceram profundamente aos voluntários e às autoridades pelo empenho em encontrá-lo.
Notable Quotes
Apesar do divórcio, os dois mantinham uma forte amizade— Sundi Reince, ex-esposa de Brian Seibert, em homenagem nas redes sociais