O Brasil aproxima-se de uma encruzilhada histórica em que a escolha de seu próximo presidente equivalerá a uma declaração sobre a identidade internacional do país. De um lado, Flávio Bolsonaro sinaliza alinhamento com Washington sob Trump; do outro, Lula aprofunda os laços com Pequim. No intervalo entre essas duas visões, o Itamaraty busca preservar a tradição brasileira de autonomia — sabendo que, num mundo cada vez mais polarizado, a neutralidade exige mais arte do que nunca.