Quarenta anos após a reunificação que simbolizou o triunfo da democracia liberal sobre o autoritarismo, a Alemanha oriental enfrenta um momento de profunda inflexão: eleitores de um estado do leste podem entregar o poder, pela primeira vez desde o regime nazista, a um partido de ultradireita. O avanço do AfD não é apenas um fenômeno eleitoral — é um espelho das fraturas que persistem sob a superfície de um projeto de reconciliação nacional ainda inacabado. O que se decide neste domingo transcende fronteiras estaduais: é uma pergunta sobre que tipo de democracia a Europa quer ser.