No cruzamento entre a ambição tecnológica europeia e a geografia económica de Portugal, a gigafábrica de inteligência artificial planeada para Sines emerge como símbolo de uma oportunidade histórica. Empresários alemães, atraídos pelos custos energéticos competitivos do país, observam o projecto com interesse genuíno — mas a burocracia local paira como sombra sobre esse entusiasmo. Portugal encontra-se, assim, diante de um espelho: o que reflecte não é apenas um projecto de infraestrutura, mas a sua própria capacidade de se reinventar como destino de investimento de topo numa era definida pela