No cruzamento entre o poder judiciário e o legislativo, o presidente do Senado Davi Alcolumbre escolheu a defesa pública de Alexandre de Moraes como seu campo de batalha, invocando o pedido de financiamento de um filme para redistribuir o peso moral da controvérsia. O gesto revela menos uma resposta jurídica do que uma manobra política em terreno instável, onde contratos milionários, sigilo levantado e 109 pedidos de impeachment compõem um cenário que nenhum ator institucional parece disposto a enfrentar diretamente.