Em setembro de 2026, o vice-presidente Geraldo Alckmin trouxe ao centro do debate público uma questão que toca nas fundações do Estado brasileiro: a permanência vitalícia dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao propor mandatos limitados e um código de ética para a corte, Alckmin articula uma tensão que atravessa democracias ao redor do mundo — como preservar a independência do Judiciário sem afastá-lo da responsabilidade perante a sociedade. A proposta, que exigiria emenda constitucional, revela que até as instituições mais consolidadas não escapam à pergunta sobre quem as vigia.