Alckmin anuncia aprovação de aumento de etanol na gasolina para 32% na próxima semana

Ninguém no mundo faz isso na gasolina em escala
Alckmin destaca a singularidade da medida brasileira de misturar 32% de etanol na gasolina.

Em um país que há décadas aposta na cana-de-açúcar como alternativa ao petróleo, o Brasil dá mais um passo em sua singular trajetória energética: a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina subirá de 30% para 32%, conforme anúncio do vice-presidente Geraldo Alckmin. A medida, a ser aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética, representa o segundo aumento consecutivo em pouco mais de um ano e reflete a ambição do governo de blindar o consumidor brasileiro das turbulências do mercado internacional de petróleo. Nenhum outro país opera essa política em escala comparável — o que faz do Brasil, uma vez mais, um experimento vivo na busca por soberania energética.

  • O governo acelera sua aposta nos biocombustíveis ao elevar pela segunda vez consecutiva o teor de etanol na gasolina, agora mirando 32% — um patamar inédito no mundo em escala nacional.
  • A dependência brasileira de importações de gasolina e a volatilidade dos preços internacionais do petróleo criam pressão constante sobre o bolso do consumidor e sobre a balança comercial.
  • O CNPE se reúne na quarta-feira para formalizar a aprovação, transformando o anúncio de Alckmin em política energética concreta e de aplicação imediata.
  • O governo promete que a mudança será sentida no preço final da gasolina assim que a nova mistura começar a ser implementada nos postos de combustível.
  • A trajetória é consistente: de 27% em 2025 para 30%, e agora para 32%, cada elevação sustentada por testes técnicos que validaram a viabilidade da mistura mais concentrada.

O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou, durante evento do setor ferroviário em Dom Aquino, no Mato Grosso, que o Conselho Nacional de Política Energética aprovará na quarta-feira o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. Segundo ele, a proporção é única no mundo em sua escala e representa mais um avanço na estratégia do governo de ampliar o uso de biocombustíveis domésticos.

Alckmin destacou que a medida traz benefícios ambientais e econômicos, com redução perceptível no preço da gasolina já a partir da implementação da nova mistura. O objetivo central é diminuir a dependência brasileira de importações de gasolina e reduzir a exposição do mercado interno às oscilações das cotações internacionais do petróleo.

Este será o segundo aumento consecutivo em pouco mais de um ano. Em junho de 2025, o percentual já havia subido de 27% para 30%, após testes do governo e do setor privado atestarem a viabilidade técnica da ampliação. Aquela experiência bem-sucedida pavimentou o caminho para a nova elevação, consolidando uma trajetória de expansão consistente do etanol na matriz energética brasileira.

O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou no sábado que o Conselho Nacional de Política Energética aprovará na quarta-feira seguinte um aumento na mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, elevando o percentual de 30% para 32%. O anúncio foi feito durante um evento do setor ferroviário em Dom Aquino, no Mato Grosso, e marca mais um passo na estratégia do governo de ampliar o uso de biocombustíveis domésticos.

Segundo Alckmin, essa proporção é única no mundo em sua escala. O vice-presidente destacou que a medida beneficia tanto o meio ambiente quanto a economia, e afirmou que a redução no preço da gasolina será perceptível já com a aprovação e início da implementação da mistura. A elevação da participação do etanol na gasolina integra uma política mais ampla de reduzir a dependência brasileira de importações de gasolina e diminuir a exposição do mercado doméstico às flutuações dos preços internacionais do petróleo.

Este será o segundo aumento consecutivo do teor obrigatório de etanol anidro na gasolina em pouco mais de um ano. Em junho de 2025, o governo já havia elevado o percentual de 27% para 30%, após testes conduzidos tanto pelo governo quanto pelo setor privado indicarem que a ampliação da mistura era tecnicamente viável. Aquele aumento serviu como base para a confiança na implementação desta nova elevação.

O governo sustenta que aumentar a participação do etanol na gasolina pode ajudar a reduzir o preço final do combustível para o consumidor. Além disso, a medida diminuiria a vulnerabilidade do mercado doméstico às oscilações das cotações internacionais de petróleo e seus derivados, oferecendo maior estabilidade econômica. A aprovação esperada para quarta-feira consolidaria essa trajetória de expansão do biocombustível na matriz energética brasileira.

Não tem ninguém no mundo que tenha isso também na gasolina. Importante para o meio ambiente e economia. Vamos já perceber a redução no preço da gasolina com a aprovação e início da mistura
— Vice-presidente Geraldo Alckmin
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o governo insiste em aumentar o etanol na gasolina se o preço já é uma preocupação para o consumidor?

Model

Porque o etanol é produzido aqui. Quando você depende de petróleo importado, fica refém do dólar e dos preços lá fora. O etanol é uma alavanca para autonomia.

Inventor

Mas 32% é realmente um número único no mundo?

Model

Segundo o anúncio, sim. Nenhum outro país mistura etanol na gasolina nessa proporção. É um experimento em escala, baseado em testes que já funcionaram.

Inventor

E se os motores não aguentarem? Já houve problemas?

Model

Os testes de 2025 indicaram viabilidade técnica. Mas é verdade que você está mudando o que entra no tanque de milhões de carros. Há sempre um risco de adaptação.

Inventor

O preço vai cair mesmo?

Model

O governo acredita que sim, porque etanol é mais barato que gasolina pura. Mas isso depende de quanto custa produzir etanol, do câmbio, de muitas variáveis. Não é garantido.

Inventor

Então é um aposto na safra de cana?

Model

Exatamente. O Brasil tem cana de sobra. A questão é se consegue converter isso em ganho real para quem abastece o carro.

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