Alasca e Texas entram no centro da disputa pelo Senado dos EUA e podem redesenhar o mapa republicano

Desde 1988 os texanos não elegem um democrata para o Senado
Sequência que as pesquisas indicam poder ser quebrada nesta eleição legislativa nos EUA.
Mark

Por que o Texas pesa tanto nessa eleição?

Mimi

Porque foi a fortaleza da muralha vermelha de 2024. Além disso, é a segunda maior economia e a segunda maior população do país, e não elege um democrata para o Senado desde 1988.

Mark

E o Alasca? Parece um estado periférico.

Mimi

Tem população pequena, a terceira menor, mas está no radar dos democratas. É o maior em território, e isso complica até a contagem dos votos.

Luke

Vale separar o que está confirmado do que é projeção. Que o Texas não elege democrata desde 1988 é fato. Que isso pode mudar hoje vem das pesquisas, e pesquisa não é resultado.

Mark

A campanha texana ser a mais cara da história indica algo?

Mimi

Indica que os dois partidos levam a disputa a sério e olham também para a eleição presidencial, daqui a dois anos.

Luke

Indica o investimento, não o desfecho. Dinheiro não diz quem vai ganhar.

Mark

Por que a apuração no Alasca pode levar duas semanas?

Mimi

Há zonas remotas, neve, áreas acessíveis só de avião e cédulas pelo correio que precisam chegar a um dos cinco centros de apuração.

Luke

E o título fala em possível grande derrota de Trump no Alasca. O texto que temos não traz números de pesquisa de lá, então isso segue em aberto.

  • No Texas, filas movimentadas e eleitores mobilizados indicam que uma fortaleza republicana de décadas pode finalmente ceder.
  • A campanha mais cara da história americana transforma o pleito legislativo em um embate de bilhões e de estratégias.
  • No Alasca, a apuração pode se arrastar por até duas semanas, com cédulas por correio viajando por longas distâncias até os centros de contagem.
  • Em Anchorage, eleitores enfrentaram mais de duas horas de fila, sinal de participação intensa em um estado de território imenso e população dispersa.
  • O desfecho de hoje deve servir de termômetro para a disputa presidencial de 2028, com os dois partidos de olho nos próximos passos.

Num dia de eleições legislativas nos Estados Unidos, o olhar se volta para dois territórios que há muito pertencem ao campo republicano: o Texas, onde uma sequência de mais de três décadas sem senadores democratas parece prestes a ser quebrada, e o Alasca, vasto e esparso, onde a própria distância dificulta a contagem. Nas filas texanas, a animação dos eleitores sugere que a disputa ultrapassa a política local, pois o resultado funciona como ensaio do que virá na eleição presidencial de 2028. É um retrato de como a geografia e a memória política moldam a forma como uma democracia escolhe seus representantes.

Nas filas do Texas, no dia da votação, o clima era de animação. A correspondente da TV Globo Carolina Cimenti relata eleitores mobilizados em um estado que, em 2024, foi a espinha dorsal da muralha vermelha que levou Donald Trump à presidência. Agora, nas eleições legislativas, essa fortaleza está em disputa.

O dado que pesa é antigo: desde 1988, nenhum democrata foi eleito senador pelo Texas. As pesquisas indicam que essa sequência pode terminar nesta eleição. O estado tem a segunda maior economia e a segunda maior população dos Estados Unidos, e por isso a campanha se tornou a mais cara da história do país. Os partidos também olham para o que os texanos farão daqui a dois anos, na próxima disputa presidencial.

Do outro lado do país, o Alasca surge como a segunda frente democrata. Por lá, o resultado pode demorar até duas semanas. O estado é o maior em território, mas tem a terceira menor população, espalhada por regiões remotas, muitas acessíveis apenas de avião. Quem votou pelo correio tinha até esta terça-feira para enviar a cédula, que precisa chegar a um dos cinco centros de apuração.

Em Anchorage, onde vivem 40% dos alasquianos, eleitores enfrentaram mais de duas horas de fila. No Texas, o resultado pode vir mais cedo; no Alasca, será preciso paciência. Em ambos os casos, o desfecho servirá de termômetro para a eleição presidencial que vem a seguir.

Nas filas do Texas, no dia da votação, o movimento era grande e o clima, segundo a correspondente da TV Globo Carolina Cimenti, era de animação. Em 2024, os republicanos montaram o que ela descreve como uma muralha vermelha de votos para eleger Donald Trump em vários estados, e a fortaleza dessa muralha era o Texas. Agora, nas eleições legislativas, essa fortaleza está em disputa.

O dado que dá peso à disputa é antigo: desde 1988, os texanos não elegem um democrata para o Senado americano. De acordo com as pesquisas, essa sequência pode ser interrompida nesta eleição. Os eleitores, relata a correspondente, estavam bastante mobilizados. Na região de El Paso, no oeste do estado, as urnas continuariam abertas até as 23h no horário de Brasília.

O tamanho do estado explica parte da atenção. O Texas tem a segunda maior economia dos Estados Unidos, a segunda maior população e é o segundo estado mais importante nas eleições presidenciais. Por isso, a campanha legislativa entre os candidatos democrata e republicano se tornou a mais cara da história do país. Os dois partidos também olham para o que os texanos farão daqui a dois anos, na próxima eleição presidencial.

Mas o Texas não é a única frente aberta pelos democratas. Do outro lado do país, o Alasca, com população muito menor, passou a chamar atenção. Lá, as urnas ficariam abertas até as 3h no horário de Brasília, e o resultado pode demorar: a apuração pode levar até duas semanas.

A razão está na geografia. O Alasca é, de longe, o maior estado americano em território, mas tem a terceira menor população, espalhada por zonas remotas. Por estar no extremo norte do planeta, recebe muita neve, e algumas áreas só podem ser alcançadas de avião. Quem vota pelo correio tinha até esta terça-feira (3) para enviar a cédula, que precisa chegar a um dos cinco centros de apuração do estado.

Em Anchorage, onde vivem 40% dos moradores do Alasca, eleitores passaram mais de duas horas na fila para votar. A reportagem registra o depoimento de um eleitor, mas o trecho não chega completo no material disponível.

O que se acompanha agora é se os democratas conseguem furar dois redutos tradicionais republicanos: no Texas, o resultado pode vir mais cedo; no Alasca, é preciso paciência. Em ambos os casos, o desfecho servirá de termômetro para a disputa presidencial que vem a seguir.

A fortaleza da muralha republicana de 2024, o Texas, agora está em jogo.
— Carolina Cimenti, correspondente da TV Globo
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