Das entranhas de Minas Gerais, um cristal de água-marinha com 45 quilos emergiu nos anos 1980 e percorreu um longo caminho — fragmentação, lapidação, mãos europeias e americanas — até repousar como obelisco de 2 quilos no Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, em Washington. Batizada de Dom Pedro em homenagem aos imperadores do Brasil, a gema carrega em sua cor azulada não uma pureza absoluta, mas justamente as impurezas de ferro que a tornam singular. Sua trajetória é um espelho da condição humana: o que se parte pode ser reconfigurado em algo duradouro, e o que vem da terra pode