Há muito que a Lua deixou de ser apenas um astro distante para se tornar palco de ambições civilizacionais. Mas investigadores do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica vieram lembrar que os sonhos têm limites físicos: a água lunar, congelada em crateras polares há milhares de milhões de anos, é insuficiente para sustentar grandes cidades humanas por mais do que algumas gerações. Num momento em que bilionários e agências espaciais projetam assentamentos permanentes, a ciência pede que se faça primeiro uma pergunta mais humilde — e mais urgente: quanto tempo dura a água?