Em Santa Catarina, território historicamente adverso ao petismo, Lula expôs em poucas palavras a lógica que guia sua visão de poder: quem recebe do Estado deve retribuir com lealdade. Sua crítica ao setor agrícola não foi apenas eleitoral — foi uma declaração sobre obrigações mútuas entre governantes e governados. Ao mesmo tempo, a campanha simultânea de Flávio Bolsonaro no mesmo estado revelou que esta disputa vai além de votos: trata-se do destino legal de um ex-presidente e do controle sobre o futuro do país.