Agressor de Salman Rushdie declara-se inocente de tentativa de homicídio

Salman Rushdie foi esfaqueado dez vezes no pescoço e abdómen, sofrendo ferimentos graves incluindo risco de perda de visão e destruição do fígado, permanecendo internado em estado grave.
Declarou-se inocente, de cabeça baixa, através do seu advogado
Hadi Matar compareceu em tribunal algemado, negando a acusação de tentativa de homicídio contra Salman Rushdie.
Mark

Como é que um jovem nascido nos Estados Unidos chega a um ponto em que ataca um escritor numa conferência pública?

Mimi

Matar tinha uma aversão declarada a Rushdie, mas o que é interessante é que admitiu nunca ter lido o livro que o ofendeu. Especialistas veem-no como simpatizante do Irão, mas ele nega contacto direto com autoridades iranianas.

Luke

Aí está o problema — negou contacto, mas não sabemos se é verdade. Ele evitou responder sobre inspiração na fatwa, a conselho do advogado. Temos suspeita, temos simpatia declarada, mas não temos prova de ligação direta.

Mark

E Rushdie? Como está?

Mimi

Esfaqueado dez vezes, ferimentos graves no pescoço e abdómen, risco de perder um olho, fígado destruído. Mas o filho disse que já não precisa de ventilador e que conseguiu falar com polícia.

Luke

Conseguiu falar — mas com que clareza? Com que dor? O filho diz "eloquente", mas não sabemos o que Rushdie realmente revelou sobre o atacante ou as suas motivações.

Mark

O Irão negou envolvimento. Acreditamos?

Mimi

Negaram após três dias de silêncio, o que é revelador. Mas Matar nega contacto direto com eles, e não há prova pública de ligação.

Luke

Exatamente — negação não é inocência. O silêncio inicial do Irão é suspeito, mas neste momento temos apenas simpatia declarada de um jovem, não conspiração provada.

  • Rushdie foi esfaqueado dez vezes em plena conferência literária pública, deixando o escritor de 75 anos em estado crítico com ferimentos no pescoço, no abdómen e risco de perda de visão.
  • Matar entrou no tribunal de cabeça baixa e de uniforme de prisioneiro, declarando-se inocente através do seu advogado sem proferir uma única palavra em voz própria.
  • Especialistas identificam o atacante como simpatizante da Guarda Revolucionária iraniana — ele admitiu aversão a Rushdie mas negou qualquer contacto direto com Teerão.
  • O juiz recusou fiança e manteve Matar detido, enquanto o Irão, após três dias de silêncio, negou envolvimento e atribuiu a culpa ao próprio escritor.
  • O filho de Rushdie revelou sinais de recuperação — o pai já respirava sem assistência e chegou a ser descrito como 'eloquente' ao depor perante a polícia, mas o internamento prolongava-se.

Num tribunal do Estado de Nova Iorque, um jovem de 24 anos compareceu algemado perante a justiça para responder pelo ataque a um dos escritores mais ameaçados do século XX. A declaração de inocência de Hadi Matar ecoa num silêncio mais vasto — o de décadas de perseguição a Salman Rushdie por palavras escritas numa obra de ficção. O caso recorda-nos que a liberdade de expressão continua a ter um preço físico e humano, e que a fronteira entre ideologia e violência pode ser atravessada com consequências irreversíveis.

Hadi Matar entrou na sala de tribunal de Mayville, Nova Iorque, com as mãos algemadas e a cabeça baixa, vestido com o uniforme às riscas de prisioneiro. O jovem de 24 anos, nascido nos Estados Unidos de origem libanesa, declarou-se inocente da acusação de tentativa de homicídio contra Salman Rushdie — falando apenas através do seu advogado, em silêncio pessoal.

O ataque tinha ocorrido dias antes, durante uma conferência literária em Chautauqua, no norte do Estado de Nova Iorque. Matar esfaqueou Rushdie dez vezes no pescoço e no abdómen, deixando o escritor de 75 anos em estado crítico: risco de perder um olho, fígado gravemente lesado, ferimentos profundos no pescoço. Rushdie, que vivera anos em reclusão após a fatwa do ayatollah Khomeini em 1989, foi imediatamente ligado a um ventilador após o ataque.

Especialistas em radicalismo islâmico descrevem Matar como simpatizante do Irão e da Guarda Revolucionária. Numa entrevista ao New York Post, o jovem declarou ter aversão a Rushdie por este 'atacar o Islão' — admitindo, porém, nunca ter lido 'Os Versículos Satânicos'. Negou contacto direto com autoridades iranianas, mas deixou clara a sua simpatia pelo antigo líder supremo iraniano.

O juiz manteve Matar detido sem fiança. Entretanto, o filho de Rushdie revelou sinais de melhoria: o escritor já respirava sem assistência e chegara a ser descrito como 'eloquente' ao depor perante a polícia, ainda que o internamento se prolongasse. O presidente Biden condenou o 'ataque brutal' e prestou homenagem à coragem de Rushdie. O Irão, após três dias de silêncio, negou qualquer envolvimento — atribuindo a responsabilidade ao próprio escritor.

Hadi Matar entrou na sala de tribunal de Mayville, Nova Iorque, com as mãos algemadas, a cabeça baixa, vestido com uniforme de prisioneiro de listas pretas e brancas. O jovem de 24 anos, nascido nos Estados Unidos mas de origem libanesa, declarou-se inocente da acusação de tentativa de homicídio contra Salman Rushdie. Falou através do seu advogado, mantendo o silêncio pessoal, enquanto o juiz decidia o seu destino processual.

O ataque tinha ocorrido dias antes, numa sexta-feira, durante uma conferência literária pública em Chautauqua, no norte do Estado de Nova Iorque. Matar esfaqueou Rushdie dez vezes — no pescoço e no abdómen — deixando o escritor de 75 anos em estado crítico. Rushdie, que havia vivido muitos anos em reclusão após a fatwa emitida pelo ayatollah Khomeini em 1989, foi imediatamente ligado a um ventilador após o ataque. Os ferimentos foram graves: risco de perda de um olho, fígado destruído pelos golpes, lesões profundas no pescoço. Quando foi detido no local, Matar já tinha sido identificado como suspeito.

Especialistas em radicalismo islâmico descrevem Matar como simpatizante do Irão e da Guarda Revolucionária iraniana. Numa entrevista ao jornal The New York Post divulgada na quarta-feira — dias após o ataque — o jovem declarou ter aversão a Rushdie por este "atacar o Islão" no seu romance "Os Versículos Satânicos". Matar admitiu nunca ter lido o livro. Quando questionado sobre possível inspiração na fatwa histórica do ayatollah, evitou responder, a conselho do seu advogado, mas deixou clara a sua simpatia pelo antigo líder supremo iraniano. Negou, porém, qualquer contacto direto com autoridades iranianas.

O juiz optou por manter Matar detido sem direito a fiança, mantendo-o numa cela de estabelecimento prisional em Chautauqua. Esta foi a segunda vez que o jovem se declarava inocente — já o tinha feito numa audiência processual anterior, logo após a detenção.

Entretanto, Rushdie permanecia internado em estado grave num hospital da Pensilvânia. Os detalhes sobre a sua condição foram escassos nos dias seguintes ao ataque, mas o seu filho revelou sinais de melhoria: o escritor já não necessitava de respiração assistida e, na terça-feira, tinha sido considerado "eloquente" quando prestou depoimento a agentes policiais. Apesar disso, as feridas continuavam graves e o internamento prolongava-se.

O ataque provocou reações internacionais imediatas. O presidente norte-americano Joe Biden condenou o "ataque brutal" e prestou homenagem a Rushdie pela sua "recusa em ser intimidado e silenciado". Após três dias de silêncio, o Irão negou qualquer envolvimento no ataque, atribuindo a responsabilidade ao próprio Rushdie. A negação iraniana chegava enquanto Matar permanecia detido, a sua motivação ainda por esclarecer completamente nos tribunais.

Recusa em ser intimidado e silenciado
— Presidente Joe Biden, sobre Salman Rushdie
Aversão a Rushdie por este atacar o Islão no seu romance, mas admitiu nunca ter lido o livro
— Hadi Matar, em entrevista ao The New York Post
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