AGE e DGEG definem lideranças com Nuno Matias e Alexandre Santos

Quatro organismos tornam-se um, sem perder eficácia
A fusão da AGE representa um desafio de integração administrativa durante período de transição institucional.

Portugal redefine a arquitetura institucional que governa a sua energia e geologia, fundindo quatro organismos públicos numa única Agência de Geologia e Energia. Nuno Matias, figura conhecida do setor energético nacional, foi escolhido para liderar a comissão instaladora que guiará esta transição — uma escolha que revela a preferência do governo pela experiência acumulada sobre a ruptura. Em paralelo, a DGEG, uma das entidades a ser absorvida, renova também a sua liderança com Alexandre Santos, sinalizando que a continuidade administrativa será o fio condutor desta reorganização.

  • Quatro organismos públicos com culturas e prioridades distintas precisam de se tornar um só — uma fusão que é tanto técnica quanto humana.
  • A escolha de Nuno Matias, vindo do interior do setor energético, e de Alexandre Santos, já dentro da DGEG, revela uma estratégia deliberada de minimizar a turbulência durante a transição.
  • Paulo Carmona deixa a DGEG para a Infraestruturas de Portugal, abrindo espaço a uma nova linha de comando que inclui Liliana dos Santos como sub-diretora-geral.
  • A comissão instaladora de cinco elementos — Matias, Loureiro, Águas, Olim e Pisco — tem agora o mandato de harmonizar sistemas, processos e pessoas sem interromper funções críticas como a gestão de reservas petrolíferas ou a regulação mineira.
  • O calendário concreto da fusão e o destino dos colaboradores das entidades envolvidas permanecem por definir, mantendo a incerteza como pano de fundo desta reorganização.

Portugal está a redesenhar a sua governança energética e geológica com a criação da Agência de Geologia e Energia (AGE), que nasce da fusão de quatro organismos públicos: a DGEG, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, a Empresa de Desenvolvimento Mineiro, a EDMI, e ainda competências da Entidade Gestora de Reservas Estratégicas de Portugal. Para liderar a comissão instaladora durante o período de transição, o governo escolheu Nuno Matias, que coordenava a Unidade de Reservas Petrolíferas na Entidade Nacional para o Setor Energético. A vice-presidência cabe a Antonieta Loureiro, com Miguel Águas, Ana Olim e Margarida Pisco como vogais.

Em simultâneo, a própria DGEG — uma das entidades a ser absorvida — vive uma mudança de liderança. Paulo Carmona partiu para a Infraestruturas de Portugal, e Alexandre Santos, que desde outubro de 2025 exercia funções de sub-diretor-geral, assume agora a direção em regime de substituição. Liliana dos Santos passa a sub-diretora-geral, completando o novo triângulo de comando.

A sequência de nomeações aponta para uma estratégia clara: continuidade com renovação. Nenhum dos novos líderes é externo ao setor — Matias e Santos conhecem as realidades que vão gerir. O desafio que têm pela frente é exigente: integrar recursos humanos, harmonizar processos e garantir que nenhuma função crítica sofra interrupção, enquanto o calendário definitivo da fusão e o futuro dos colaboradores das várias entidades ainda aguardam definição.

Portugal está a reorganizar a sua estrutura de governança energética e geológica. A Agência de Geologia e Energia (AGE), uma nova entidade que nasce da fusão de quatro organismos públicos, tem agora rosto e liderança: Nuno Matias, que vinha da Entidade Nacional para o Setor Energético onde coordenava a Unidade de Reservas Petrolíferas, vai presidir à comissão instaladora durante o período de transição. A decisão marca o arranque operacional de uma reestruturação que consolida sob um mesmo teto a Direção-Geral de Energia e Geologia, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, a Empresa de Desenvolvimento Mineiro, a EDMI e ainda competências que pertenciam à Entidade Gestora de Reservas Estratégicas de Portugal.

A comissão instaladora que vai guiar esta fusão é composta por cinco elementos. Antonieta Loureiro assume a vice-presidência, enquanto Miguel Águas, Ana Olim e Margarida Pisco integram o órgão como vogais. A estrutura reflete a complexidade da tarefa: harmonizar sistemas, processos e culturas organizacionais de entidades que até agora funcionavam de forma independente, cada uma com as suas rotinas e prioridades.

Em paralelo, a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) — uma das entidades que será absorvida pela AGE — enfrenta uma mudança de comando. Paulo Carmona, que dirigia a DGEG, saiu para assumir responsabilidades na Infraestruturas de Portugal. O seu lugar é ocupado por Alexandre Santos, que desde outubro de 2025 funcionava como sub-diretor-geral. A promoção é feita em regime de substituição, mantendo a continuidade administrativa. Liliana dos Santos, por sua vez, assume agora o cargo de sub-diretora-geral, completando o novo triângulo de liderança da DGEG nesta fase de transição.

Esta sequência de nomeações revela uma estratégia de continuidade com renovação. Os novos líderes não são rostos completamente externos — Matias vinha do setor energético, Santos já estava dentro da estrutura da DGEG. A escolha sugere que o governo prefere aproveitar conhecimento interno e experiência acumulada, em vez de trazer gestores de fora. É uma aposta na estabilidade durante um período que, por definição, é de incerteza: a fusão de quatro entidades numa só é um exercício complexo que exige liderança que compreenda as realidades de cada uma das partes.

O que fica por clarificar é o calendário concreto para a conclusão desta fusão e o que acontece aos colaboradores das várias entidades. A comissão instaladora tem agora a responsabilidade de desenhar essa transição, de definir qual será a estrutura final da AGE, como se vão integrar os recursos humanos, e como se vai garantir que nenhuma das funções críticas — desde a gestão de reservas petrolíferas até à regulação mineira — sofra interrupção. Matias e a sua equipa têm, portanto, um mandato claro mas desafiante: fazer com que quatro organismos se tornem um, sem perder no caminho a eficácia operacional que Portugal precisa no domínio da energia e da geologia.

Nuno Matias vai liderar a agência no período de transição
— Comunicado oficial sobre a AGE
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Porque é que Portugal precisa de fundir estas quatro entidades numa só agência?

Model

Porque a energia, a geologia e o desenvolvimento mineiro estão interligados. Ter organismos separados criava redundâncias, conflitos de jurisdição e ineficiência. Uma agência única permite uma visão integrada.

Inventor

Nuno Matias vinha de fora ou já estava dentro do sistema?

Model

Vinha de dentro, mas de um organismo diferente — a Entidade Nacional para o Setor Energético. Conhece o setor, mas não estava na DGEG. É uma escolha que equilibra conhecimento com alguma distância.

Inventor

E quanto aos funcionários das quatro entidades? Vão todos para a AGE?

Model

Essa é a questão que a comissão instaladora tem de responder. Teoricamente sim, mas a integração de pessoal é sempre delicada — há culturas diferentes, carreiras diferentes, expectativas diferentes.

Inventor

Paulo Carmona saiu porque quis ou foi movido?

Model

Saiu para Infraestruturas de Portugal, que é um passo lateral ou até uma promoção. Não parece uma saída forçada. Mas o timing é interessante — sai quando a DGEG está a ser absorvida.

Inventor

Alexandre Santos estava preparado para isto?

Model

Estava sub-diretor desde outubro de 2025, portanto teve alguns meses para aprender. Mas passar de sub-diretor a diretor durante uma fusão é um batismo de fogo.

Inventor

Qual é o risco maior nesta operação?

Model

Que a comissão instaladora se perca em detalhes administrativos e perca de vista o objetivo: uma agência que funcione melhor do que as quatro entidades separadas. Se não conseguir demonstrar valor acrescentado rapidamente, a credibilidade sofre.

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