Sob o solo de Turkana, entre o Quênia e a Etiópia, a crosta continental afinou-se a apenas 13 quilômetros — uma medida que, na escala do tempo geológico, anuncia uma separação inevitável. Dois estudos publicados em 2026 confirmam que o Rift da África Oriental atravessa agora a fase de necking, o estrangulamento crustal que precede a ruptura definitiva. A África não está apenas mudando: em alguns de seus pontos mais vulneráveis, ela já cruzou um limiar sem retorno, caminhando lentamente para o nascimento de um novo oceano.