Na Alemanha de setembro de 2026, o partido de extrema direita AfD voltou a liderar eleições estaduais — desta vez em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental —, consolidando uma ascensão que ecoa tensões históricas profundas e desafia a ordem política do pós-guerra. Para o chanceler Friedrich Merz, cujo partido CDU obteve apenas 6% dos votos, o resultado representa não apenas uma derrota eleitoral, mas um sinal de que o centro conservador alemão enfrenta uma crise existencial. A democracia alemã se vê diante de um paradoxo moderno: um partido que vence eleições, mas que os demais se recusam a governar