Nas urnas de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a Alemanha voltou a revelar uma fratura profunda em seu tecido político: a AfD, partido de extrema direita, projetou-se para 37% dos votos, conquistando sua segunda vitória estadual em menos de um mês. O partido conservador do chanceler Friedrich Merz obteve apenas 5,5% — o pior resultado da CDU em eleições estaduais desde 1949 —, sinalizando que a crise não é conjuntural, mas estrutural. O que está em jogo não é apenas o destino de um líder, mas a capacidade das democracias consolidadas de responder ao desencanto que alimenta o extremismo.