Num domingo de setembro, a Alternativa para a Alemanha consolidou o seu avanço no coração da Alemanha oriental, conquistando 44% dos votos na Saxónia-Anhalt — um resultado que a sua líder, Alice Weidel, recusou tratar como assunto regional. Num momento em que a confiança nas forças políticas tradicionais se fragmenta, Weidel transformou uma vitória estadual numa declaração de ambição federal, convocando eleições antecipadas e anunciando o fim próximo do governo Merz. É o retrato de um partido que aprendeu a ler o descontentamento como mandato.