Adriane Galisteu lança videocast sobre menopausa: 'Vivi todos os medos'

Nada mais libertador do que se olhar no espelho e falar: é isso que estou sentindo
Adriane Galisteu reflete sobre o momento em que finalmente nomeou sua experiência com a menopausa após dois anos de silêncio.
Mark

Por que agora? Adriane já tinha uma carreira consolidada. Por que decidir falar sobre menopausa justamente em 2026?

Mimi

Porque ela passou por dois anos em silêncio. Isso não é uma decisão estratégica — é uma decisão de alguém que finalmente conseguiu nomear o que estava vivendo e percebeu que outras mulheres precisavam ouvir isso.

Luke

Mas a gente sabe que ela está falando sobre sua experiência pessoal. A questão é: quantas mulheres realmente se veem representadas quando uma celebridade fala sobre menopausa? Ou isso vira mais um produto?

Mimi

Justo. Mas o formato parece tentar evitar isso — ela não é a especialista, ela é a facilitadora. As convidadas é que debatem. E as histórias são de mulheres anônimas, não de celebridades.

Mark

Então o videocast não é sobre Adriane, é sobre as mulheres que ela convida a conversar?

Mimi

Exatamente. Adriane é o ponto de entrada, mas o programa é sobre dar voz a quem normalmente não tem.

Luke

Certo, mas ainda não sabemos como isso vai funcionar na prática. Doze episódios é bastante — será que conseguem manter a profundidade ou vira superficial?

Mimi

Não dá pra saber antes de ver. Mas a intenção está clara: ela quer que mulheres se sintam menos sozinhas. Se conseguir fazer isso em alguns episódios, já é algo.

Mark

E ela continua em A Fazenda ao mesmo tempo. Isso não é muito?

Mimi

Talvez. Mas ela já fez as duas coisas antes. A diferença é que agora ela está falando sobre algo que realmente a tocou.

  • Galisteu guardou silêncio por dois anos sobre sua menopausa, carregando medos que ela mesma não esperava sentir — sobre o tempo, sobre a finitude, sobre como seria vista.
  • Quando 'a coisa explodiu', como ela descreve, a única saída foi nomear o que sentia — e essa ruptura se tornou o motor criativo do programa.
  • O 'Círculo de Fogo' propõe um formato incomum: histórias reais de mulheres anônimas abrem cada episódio, antes de convidadas como Silvia Poppovic e Márcia Fu debaterem os temas à mesa circular vermelha.
  • A primeira temporada de 12 episódios enfrenta territórios delicados — traição, dinheiro, saúde mental — com a premissa de que mulheres na menopausa reagem ao mundo de forma diferente e merecem esse espaço de escuta.
  • O programa chega ao YouTube em 16 de setembro, ao mesmo tempo em que Galisteu retorna ao comando de 'A Fazenda', marcando um setembro duplo entre entretenimento de massa e conversa íntima.

Aos 53 anos, depois de dois anos de silêncio sobre sua própria experiência, Adriane Galisteu transforma a vulnerabilidade em projeto: o videocast 'Círculo de Fogo', que estreia no YouTube em setembro, convida mulheres acima dos 40 a nomear em voz alta o que a menopausa desperta — medos, transformações e a descoberta de que ninguém precisa atravessar essa fase sozinha. É um gesto raro na mídia brasileira: colocar mulheres nessa etapa da vida não como coadjuvantes, mas como protagonistas de suas próprias histórias.

Adriane Galisteu chega a setembro com dois projetos simultâneos: o retorno à apresentação de 'A Fazenda' na Record e a estreia do 'Círculo de Fogo', videocast que ela mesma concebeu e produziu em parceria com o Grupo Noise. O programa, que chega ao seu canal do YouTube no dia 16, nasceu de uma necessidade pessoal — e isso ela não esconde.

Aos 53 anos, Galisteu viveu a menopausa como um período de silêncio e medo. Por dois anos, não falou sobre o que estava enfrentando. Não era sobre rugas ou cabelo branco, ela explica — era sobre finitude, sobre encarar o tempo passando. "Foi dificílimo pra mim", admite. Só quando a experiência se tornou impossível de ignorar ela se permitiu olhar no espelho e nomear o que sentia. E nesse gesto encontrou algo inesperado: liberdade.

O formato do programa reflete essa trajetória. Cada episódio começa com Adriane narrando, em primeira pessoa, a história real de uma mulher anônima. Depois, convidadas se reúnem em torno de uma mesa circular vermelha — que muda de intensidade conforme a conversa esquenta — para debater o que emergiu do relato. Silvia Poppovic, Márcia Fu e Cintia Chagas estão entre as participantes.

A primeira temporada terá 12 episódios cobrindo relacionamento, carreira, dinheiro, saúde mental e traição. "Como lidar com uma traição no auge de uma menopausa?", pergunta Galisteu. "Acho que a gente não responde mais da mesma maneira." O que ela propõe, no fundo, é simples e raro: um espaço onde mulheres nessa fase da vida são protagonistas — e onde a vulnerabilidade é ponto de partida, não ponto fraco.

Adriane Galisteu tem duas grandes responsabilidades começando em setembro. A apresentadora retorna para comandar a 18ª temporada de A Fazenda na Record, mas também estreia um projeto que nasceu de uma necessidade pessoal: um videocast chamado Círculo de Fogo, que chega ao seu canal do YouTube no dia 16. O programa foi concebido e produzido por ela em parceria com o Grupo Noise, e seu foco é direto — conversar sobre menopausa com mulheres que estão vivendo essa transformação.

O formato é simples mas pensado. Cada episódio começa com Adriane contando, em primeira pessoa, uma história real de uma mulher anônima. Depois, ela recebe convidadas em uma mesa circular vermelha para debater os temas que emergiram do relato. A cor da mesa se intensifica conforme a conversa esquenta — um detalhe visual que marca o tom emocional do que está sendo discutido. A ideia é abordar questões femininas a partir da perspectiva de mulheres com mais de 40 anos que estão enfrentando as transformações provocadas pela menopausa.

Para Adriane, aos 53 anos, esse programa não é apenas um projeto profissional. É pessoal. Ela conta que a menopausa foi para ela um período de muita insegurança. "Vivi todos os medos que jamais na minha vida pensei que um dia teria", diz ela. Teve medo de encarar sua própria realidade, medo de como as pessoas a veriam, medo de ver o tempo passar. E ela é clara: isso não é sobre rugas ou cabelo branco — coisas que se resolvem. É sobre finitude. "Foi dificílimo pra mim."

O silêncio durou dois anos. Adriane não falava sobre o que estava enfrentando até que, em suas palavras, "a coisa explodiu e não tinha mais como esconder". Quando finalmente se permitiu olhar no espelho e nomear o que sentia, descobriu algo libertador. "Nada mais libertador do que se olhar no espelho e falar: 'É isso que estou sentindo, é isso que estou vivendo'." Essa experiência a convenceu de que outras mulheres precisavam saber que não estão sozinhas. "É tão importante uma mulher poder ver que ela não está sozinha nessa situação. Isso só ajuda."

A primeira temporada terá 12 episódios, cada um explorando um aspecto diferente dessa fase da vida. Relacionamento, carreira, dinheiro, saúde mental — todos estão na pauta. Um dos episódios, que Adriane antecipa, aborda traição. "Como lidar com essa questão no auge de uma menopausa? Acho que essa é uma fase que a gente não responde mais da mesma maneira", reflete ela. Silvia Poppovic, Márcia Fu e Cintia Chagas participam como convidadas na mesa.

O que Adriane está tentando fazer é simples mas raro na televisão brasileira: criar um espaço onde mulheres na menopausa não são personagens secundárias ou punchlines, mas protagonistas de suas próprias histórias. Um lugar onde a vulnerabilidade é o ponto de partida, não o ponto fraco.

Vivi todos os medos que jamais na minha vida pensei que um dia teria. Tive medo de encarar a minha realidade, tive medo de como as pessoas iriam me ver.
— Adriane Galisteu
É tão importante uma mulher poder ver que ela não está sozinha nessa situação. Isso só ajuda.
— Adriane Galisteu
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