Adolescente enterrada em casa: pai confessa crime e irmão é preso por ocultação

Adolescente de 13 anos morta e enterrada pela família; pai confessou estrangulamento durante discussão sob efeito de drogas.
Corpo enterrado no quarto onde o irmão dormia
Geovana foi encontrada dentro de um saco amarrado, sob o chão do quarto do irmão na casa da família.
Mark

Por que a polícia desconfiou do pai logo no início?

Mimi

As histórias dele e do irmão começaram a não bater durante os depoimentos. E quando viram aqueles restos de construção no terreno baldio, parecidos com o piso da casa, decidiram fazer uma busca.

Luke

Mas isso é circunstancial. O que realmente os levou a cavar naquele quarto específico?

Mimi

A seção do chão que estava desuniforme. Não combinava com o resto do piso.

Mark

E o irmão — ele sabia o que o pai tinha feito?

Mimi

Essa é a grande questão que a polícia ainda quer esclarecer. Ele diz que estava fazendo uma obra, saiu, e quando voltou viu o chão irregular mas sem a pilastra que havia mencionado.

Luke

Então ele pode estar dizendo a verdade, ou pode estar mentindo. A polícia não tem certeza ainda.

Mimi

Exato. Por isso ele foi preso por suspeita de ocultação, não por participação no crime em si.

Mark

E o pai — ele explicou por que confessou tão rápido?

Mimi

Não há informação sobre isso. Ele confessou após a prisão, mas os detalhes de por que decidiu contar a verdade ainda não foram divulgados.

Luke

Importante notar que ele ainda não foi interrogado formalmente. A confissão inicial pode mudar quando ele tiver acesso a um advogado.

Mark

A mãe realmente não sabia de nada?

Mimi

Estava trabalhando no momento do crime, segundo a polícia. Não há suspeita sobre ela no caso.

  • Uma adolescente que estudava, era escoteira e compartilhava vídeos com amigas simplesmente desapareceu — e o pai foi à televisão pedir que a filha fosse 'devolvida'.
  • As versões do pai e do irmão começaram a se contradizer durante os depoimentos, e restos de construção encontrados perto da casa levantaram suspeitas sobre o que havia sido feito no quarto.
  • Ao cavarem o chão do quarto do irmão, policiais encontraram o corpo de Geovana dentro de um saco — o pai então confessou tê-la estrangulado sob efeito de cocaína.
  • Pai e filho foram presos em flagrante e tiveram prisão preventiva decretada, mas o papel exato do irmão na ocultação do cadáver ainda precisa ser esclarecido.

Em Jacareí, interior de São Paulo, o desaparecimento de uma menina de 13 anos revelou, após mais de vinte dias de buscas, uma das formas mais sombrias de violência doméstica: Geovana foi encontrada enterrada no chão do próprio lar, morta pelo pai durante uma discussão. O caso lembra que o perigo nem sempre vem de fora, e que a família — espaço que deveria ser refúgio — pode guardar segredos que a investigação paciente e atenta tem o dever de desenterrar.

Geovana Costa Martins dos Santos tinha 13 anos e uma vida comum: escola, escoteiros, vídeos com amigas nas redes sociais. No dia 20 de maio, seu pai, Sidnei Martins, registrou seu desaparecimento na polícia com uma história simples — ela havia saído de casa para encontrar uma amiga e não voltara. Chegou a dar uma entrevista à televisão local pedindo que a filha fosse devolvida.

Durante a investigação, os policiais descartaram hipóteses externas e passaram a observar contradições nos depoimentos do pai e do irmão. Um detalhe chamou atenção: restos de construção em um terreno próximo tinham revestimento semelhante ao piso de um dos quartos da casa. Com autorização para fazer buscas, encontraram no quarto do irmão uma seção do chão que não combinava com o restante. Ao cavarem, descobriram o corpo da menina dentro de um saco.

Diante da descoberta, o pai confessou. Contou que havia discutido com Geovana naquele dia, que estava sob efeito de cocaína e que, durante a briga, a estrangulou. O irmão, pedreiro de vinte anos, disse que naquele dia realizava uma obra no próprio quarto e que, ao retornar, notou o chão irregular — mas alegou não ter suspeitado do pai.

Os dois foram presos em flagrante e tiveram prisão preventiva decretada após audiência de custódia. A mãe, que trabalhava no momento do crime, foi descartada como suspeita. A polícia ainda precisa interrogar formalmente pai e filho para entender os detalhes da discussão e, sobretudo, determinar se o irmão agiu com conhecimento do que estava sendo encoberto.

Geovana Costa Martins dos Santos tinha 13 anos quando desapareceu de casa em Jacareí, no interior de São Paulo, no dia 20 de maio. Mais de vinte dias depois, a polícia encontrou seu corpo enterrado no quarto do irmão, dentro de um saco amarrado, sob o chão da casa onde a família morava. Seu pai confessou ter cometido o crime. O irmão foi preso como suspeito de ter ajudado a ocultar o cadáver.

A menina levava uma vida comum. Estudava, participava de um grupo de escoteiros, compartilhava vídeos com amigas nas redes sociais. No dia em que desapareceu, seu pai, Sidnei Martins, procurou a polícia e contou uma história simples: por volta das dez da manhã, Geovana acordou, tomou café e saiu de casa para encontrar uma amiga. Nunca mais voltou. A família mobilizou amigos e parentes para procurá-la. O pai até concedeu uma entrevista à televisão local pedindo que a filha fosse devolvida.

Durante a investigação, os policiais descartaram várias hipóteses. Não havia indícios de envolvimento em atividades ilícitas, brigas de rua ou desaparecimento em áreas de mata — afinal, ela era escoteira e conhecia a região. Mas algo não fechava. Quando o pai e o irmão foram ouvidos, suas versões começaram a se contradizer. Os investigadores desconfiaram.

A polícia notou algo curioso: em um terreno baldio próximo à casa, havia restos de construção com revestimento muito semelhante ao do piso de um dos quartos da residência. Isso, somado às inconsistências nos depoimentos, levou os policiais a pedir uma busca na casa. No quarto do irmão, encontraram uma seção do chão que não combinava com o resto. Ao cavarem, descobriram o corpo de Geovana.

Após a descoberta, o pai confessou. Disse que havia tido uma discussão com a filha naquele dia. Estava sob efeito de cocaína, alterado, e durante a briga a estrangulou. O irmão, um rapaz de vinte anos que trabalha como pedreiro, contou à polícia que naquele mesmo dia estava fazendo uma obra em seu quarto — alegou que precisava colocar uma pilastra no local. Depois saiu do imóvel. Quando voltou, viu que o chão estava irregular, mas sem a pilastra que havia mencionado. Disse que não suspeitou do pai.

Os dois foram presos em flagrante. Passaram por audiência de custódia no sábado, 11 de junho, e a justiça decretou prisão preventiva para ambos. A mãe estava trabalhando no momento do crime e foi descartada como suspeita pela polícia.

Mas há ainda muitas perguntas sem resposta. O pai e o irmão ainda não foram interrogados formalmente. A polícia quer ouvi-los para entender melhor a versão da discussão que o pai relatou e, principalmente, para esclarecer qual foi exatamente o papel do irmão na ocultação do cadáver. Se ele realmente não suspeitou, ou se ajudou conscientemente a enterrar a irmã — isso ainda precisa ser investigado.

Pai disse que havia feito uso de cocaína e que, alterado, estrangulou a jovem após uma briga
— Polícia Civil, confissão do pai
Irmão contou que estava fazendo uma obra em seu quarto e que, quando voltou, percebeu que o chão estava irregular, mas sem a pilastra que havia mencionado
— Depoimento do irmão à polícia
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