Acre mostra sinal de desaceleração em casos de SRAG, mas VSR e rinovírus seguem em alta

Idosos concentram a mortalidade por SRAG, com Covid-19 e influenza A como principais agentes causadores de óbitos.
Sinal de interrupção do crescimento, mas VSR e rinovírus seguem em alta
O InfoGripe mostra um quadro misto para o Acre até a Semana Epidemiológica 12.
Mark

O Acre está melhorando ou não? O título parece dizer as duas coisas.

Mimi

As duas, em parte. O estado segue em alerta ou risco de SRAG nas últimas duas semanas, mas a tendência de longo prazo mostra sinal de interrupção do crescimento até a Semana 12.

Luke

Vale notar que é um "sinal", não uma queda confirmada. O texto não traz números de casos do Acre.

Mark

E os vírus específicos?

Mimi

VSR e rinovírus seguem em crescimento no estado. Em crianças, o rinovírus é o principal causador do aumento, e o VSR pesa entre as pequenas.

Luke

Cuidado: os percentuais de 45,3% de rinovírus e 27,4% de influenza A são nacionais, das últimas quatro semanas. Não descrevem o Acre.

Mark

Por que o perfil dos óbitos é tão diferente do dos casos?

Mimi

O rinovírus lidera os casos, mas a influenza A lidera as mortes, com 36,9%. E os idosos concentram a mortalidade, com Covid-19 e influenza A.

Luke

O texto não explica a diferença; apenas mostra os números.

Mark

O que se recomenda?

Mimi

Vacina contra influenza para grupos prioritários, vacina contra VSR para gestantes a partir da 28ª semana e máscara PFF2 ou N95 em locais cheios. A campanha vai até 30 de maio.

Luke

A matéria não diz se a campanha já chegou ao Acre: ela começou nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

  • O Acre permanece em alerta ou risco para SRAG nas últimas duas semanas, mesmo com a tendência de longo prazo começando a desacelerar.
  • VSR e rinovírus seguem em alta no estado, pressionando os atendimentos de crianças e aumentando a sobrecarga do sistema.
  • A influenza A lidera os casos entre adultos e idosos, e os idosos concentram a maior parte das mortes, com Covid-19 e influenza A como principais causas.
  • A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza corre até 30 de maio, e especialistas pedem vacina para gestantes, idosos e grupos prioritários.
  • Os próximos boletins vão mostrar se a desaceleração se confirma ou se VSR e rinovírus mantêm o ritmo de crescimento.

Num estado da Amazônia Ocidental que ainda convive com a pressão das doenças respiratórias, um sinal discreto de alívio começa a aparecer no horizonte. O Acre segue em alerta ou risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave, mas a tendência de longo prazo já mostra a desaceleração do crescimento até a Semana Epidemiológica 12, como registrou o Boletim InfoGripe de 1º de abril. Enquanto isso, vírus diferentes disputam espaço entre crianças, adultos e idosos, lembrando que o inverno de cada região tem ritmo próprio e exige atenção contínua.

O Acre continua entre os estados com nível de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave em alerta ou risco nas últimas duas semanas. Mas o Boletim InfoGripe divulgado em 1º de abril, produzido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz, traz um dado de alívio: há sinal de interrupção do crescimento dos casos na tendência de longo prazo, até a Semana Epidemiológica 12, que vai de 22 a 28 de março.

O quadro no estado é misto. Enquanto a desaceleração se espalha, os casos de SRAG causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pelo rinovírus seguem em crescimento. Entre crianças e adolescentes, o rinovírus é a principal causa; entre adultos e idosos, a influenza A lidera. Nos óbitos, idosos concentram a mortalidade, com Covid-19 e influenza A como principais agentes.

A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, reforça que a vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e mortes. Ela pede que idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam com a vacina da influenza em dia, e que gestantes a partir da 28ª semana recebam a vacina contra o VSR, protegendo os bebês desde o nascimento. Também recomenda máscaras PFF2 ou N95 em ambientes fechados e aglomerados.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou em 28 de março e segue até 30 de maio, com imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde. Os próximos boletins vão dizer se a desaceleração no Acre se confirma.

O Acre continua entre os estados com nível de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em alerta ou risco nas últimas duas semanas. Mas o boletim mais recente traz um dado de alívio: há sinal de interrupção do crescimento dos casos na tendência de longo prazo, até a Semana Epidemiológica 12, que vai de 22 a 28 de março.

A informação consta no Boletim InfoGripe, divulgado na quarta-feira, 1º de abril, e produzido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz. O levantamento registra aumento de casos de influenza no Brasil como um todo. No Acre, o quadro é misto: apesar da desaceleração geral, os casos de SRAG causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) seguem em crescimento, assim como os associados ao rinovírus.

Os números nacionais das quatro últimas semanas epidemiológicas mostram como os vírus se distribuem entre os casos positivos: 45,3% são rinovírus, 27,4% influenza A, 17,7% VSR, 7,3% Sars-CoV-2 (Covid-19) e 1,5% influenza B.

O retrato muda quando o foco passa para os óbitos no mesmo período. A influenza A responde por 36,9% das mortes, o rinovírus por 30%, a Covid-19 por 25,6%, o VSR por 5,9% e a influenza B por 2,5%.

Por faixa etária, o aumento de SRAG em crianças e adolescentes tem como principal causa o rinovírus, e o VSR também contribui para o crescimento entre crianças pequenas. Entre jovens, adultos e idosos, a influenza A lidera os registros. A mortalidade é maior entre os idosos, tendo Covid-19 e influenza A como principais agentes.

A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, afirma que a vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e mortes por influenza A e VSR. Ela destaca a importância de que idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam com a vacina contra a influenza em dia. Gestantes a partir da 28ª semana, segundo ela, devem receber a vacina contra o VSR, o que garante proteção aos bebês desde o nascimento.

Portella também recomenda máscaras PFF2 ou N95 em locais fechados e aglomerados, sobretudo para pessoas de grupos de risco que vivem em estados com alta de SRAG. Quem tiver sintomas de gripe ou resfriado deve se isolar ou, se não for possível, sair de casa com máscara de boa qualidade.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou em 28 de março nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Realizada todos os anos pelo Ministério da Saúde com apoio de estados e municípios, vai até 30 de maio, com imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde. Os próximos boletins dirão se a desaceleração no Acre se confirma e se VSR e rinovírus mantêm a alta.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos por influenza A e VSR; gestantes a partir da 28ª semana devem receber a vacina contra o VSR.
— Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe/Fiocruz
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