No limiar entre estratégia geopolítica e memória histórica, Donald Trump anunciou um acordo que colocaria os Estados Unidos no controle direto de dezenas de bilhões de barris de petróleo venezuelano por um século inteiro. O arranjo, negociado com a presidente interina Delcy Rodríguez, evoca para muitos analistas o fantasma do neocolonialismo que moldou — e depois despedaçou — as relações entre Washington e a América Latina no século passado. A grande questão que paira sobre o Caribe não é se o petróleo existe, mas se os contratos sobreviverão à inevitável mudança dos ventos políticos.