No domingo de 2 de outubro de 2022, o Brasil se voltou para si mesmo com a solenidade que só as grandes escolhas coletivas exigem. Com 27.227 candidatos em disputa e uma corrida presidencial que polarizava o país entre Lula e Bolsonaro, a apuração iniciada às 17h de Brasília tornou-se não apenas um exercício eleitoral, mas um espelho da democracia brasileira em seu momento mais tenso em décadas. O GLOBO posicionou-se como ponte entre o dado bruto e o cidadão, oferecendo em tempo real aquilo que toda eleição promete mas raramente entrega com tanta clareza: a visibilidade do próprio poder sendo
Acompanhe a apuração das Eleições 2022 ao vivo com dados do TSE
27.227 candidatos, uma eleição em tempo real
Por que O GLOBO decidiu montar um ambiente especial de apuração em tempo real? Não era suficiente apenas publicar os resultados finais?
A ideia era dar ao leitor uma experiência imersiva. Você não apenas quer saber quem ganhou — quer entender como a eleição se desenrola, estado por estado, vendo as chances mudarem conforme as urnas são contadas. É diferente ler "Lula venceu" e acompanhar Lula subindo de 40% para 48% ao longo da noite.
Mas preciso perguntar: esses dados em tempo real vinham diretamente do TSE? Ou havia algum processamento, alguma interpretação do GLOBO no meio do caminho que pudesse afetar o que o leitor via?
Vinham do TSE. O GLOBO era basicamente um intermediário que recebia os dados oficiais e os apresentava em um formato mais acessível — com mapas, rankings, ferramentas de busca.
E quanto aos 27.227 candidatos? Como o sistema conseguia processar e atualizar todos eles simultaneamente?
Era uma questão de infraestrutura. O TSE tinha a responsabilidade de contar e publicar; o GLOBO tinha a responsabilidade de receber esses dados e organizá-los de forma que um leitor pudesse encontrar o que procurava — seja um candidato específico, seja uma visão geral de um estado.
Mas aí está o ponto: o leitor médio não estava procurando por 27.227 candidatos. Estava procurando pela presidência, talvez pelo governador. Os outros cargos — deputados, vereadores — ficavam em segundo plano. O sistema priorizava a presidência?
Sim, naturalmente. O mapa de votação detalhado, com informações por município e zona eleitoral, era oferecido para presidente e governadores. Para senador, era mais simples — busca por estado, nome ou partido. Para deputado, o texto não especifica, mas provavelmente era ainda mais básico.
E a eleição para o Senado era realmente a mais concorrida em 30 anos?
Segundo o TSE, havia 241 candidatos para 27 vagas. Isso é 8,9 candidatos por vaga. É um número alto, mas "a mais concorrida em 30 anos" é uma afirmação que depende de dados históricos que não estão no material. Pode ser verdade, mas é uma caracterização que merecia verificação.
É um detalhe que mostra como a eleição de 2022 era diferente — mais fragmentada, mais candidatos, mais competição até para cargos que normalmente não recebem tanta atenção.
E Lula e Bolsonaro — as pesquisas realmente apontavam uma liderança clara de Lula?
As pesquisas de intenção de voto mostravam Lula na frente. Mas pesquisas não são eleição. O que importava era o que os votos reais diriam quando começasse a apuração às 17h.
Le Pouls
- Com onze candidatos à presidência e Lula e Bolsonaro dominando as pesquisas, o país chegou ao dia da votação dividido e em estado de alta tensão política.
- A eleição para o Senado tornou-se a mais disputada em 30 anos, com 241 candidatos brigando por apenas 27 vagas — uma média de quase nove postulantes por cadeira.
- A apuração de 27.227 candidatos simultâneos representava um desafio logístico e informacional de escala raramente vista na história eleitoral brasileira.
- O GLOBO estruturou um ambiente de cobertura em tempo real sincronizado com o TSE, eliminando intermediários entre a contagem dos votos e o conhecimento público.
- Ferramentas de busca por nome, partido e estado permitiram que cada eleitor acompanhasse não apenas o quadro geral, mas os candidatos que lhe eram mais próximos.
- A cada urna apurada, o mapa eleitoral se redesenhava — do nível nacional até a zona eleitoral — traduzindo em imagem a democracia em movimento.
No domingo de 2 de outubro de 2022, o Brasil se voltou para si mesmo com a solenidade que só as grandes escolhas coletivas exigem. Com 27.227 candidatos em disputa e uma corrida presidencial que polarizava o país entre Lula e Bolsonaro, a apuração iniciada às 17h de Brasília tornou-se não apenas um exercício eleitoral, mas um espelho da democracia brasileira em seu momento mais tenso em décadas. O GLOBO posicionou-se como ponte entre o dado bruto e o cidadão, oferecendo em tempo real aquilo que toda eleição promete mas raramente entrega com tanta clareza: a visibilidade do próprio poder sendo redistribuído.
No domingo de 2 de outubro de 2022, o Brasil vivia uma de suas eleições mais acirradas. Às 17h de Brasília, encerrada a votação, começava a apuração — e O GLOBO abria ao leitor uma janela em tempo real para acompanhar cada resultado conforme o TSE processava os dados, da disputa presidencial às corridas por governador, senador e deputado em todos os 27 estados e no Distrito Federal.
A dimensão da tarefa era impressionante: 27.227 candidatos com votos sendo contabilizados e atualizados simultaneamente. O ambiente montado pelo jornal oferecia não apenas números, mas contexto — rankings dos mais votados por estado, percentual de urnas já apuradas e ferramentas de busca por nome, partido ou estado, para que cada leitor pudesse seguir os candidatos de seu interesse.
Na disputa presidencial, onze nomes concorriam ao cargo. As pesquisas colocavam Lula, do PT, na liderança, seguido por Jair Bolsonaro, do PL. Um mapa de votação mostrava, em tempo real, quem liderava em cada unidade da federação — com detalhamento que chegava ao município e, nas maiores cidades, até a zona eleitoral.
O Senado apresentava o cenário mais competitivo em décadas: 241 candidatos para 27 vagas, uma média de quase nove postulantes por cadeira. Era, segundo os registros, a eleição senatorial mais concorrida em pelo menos trinta anos.
Mais do que um painel de resultados, o que O GLOBO propunha era uma forma de transparência radical — a contagem chegando ao cidadão sem espera, sem intermediários, minuto a minuto. Uma tentativa de fazer com que o eleitorado pudesse ver, em tempo real, como seu país escolhia seus líderes.
No domingo de 2 de outubro de 2022, o Brasil se preparava para uma das eleições mais acirradas de sua história recente. Conforme os últimos eleitores saíssem das urnas, a contagem começaria às 17h, horário de Brasília, e O GLOBO ofereceria aos leitores uma janela em tempo real para acompanhar cada voto sendo apurado — desde a disputa presidencial até as corridas por governador, senador e deputado em todos os 27 estados e no Distrito Federal.
A tarefa era monumental. Havia 27.227 candidatos concorrendo em todo o país, e cada um deles teria seus votos contabilizados e atualizados simultaneamente conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) processasse os dados. O ambiente de apuração do GLOBO foi estruturado para oferecer aos leitores não apenas números brutos, mas contexto — um ranking dos candidatos mais votados em cada estado naquele exato momento, o total de urnas já apuradas para que se pudesse calcular as chances reais de cada concorrente, e ferramentas de busca que permitissem acompanhar candidatos específicos por nome, partido ou estado.
Para a presidência, onze candidatos disputavam o cargo. As pesquisas de intenção de voto apontavam Lula, do PT, na liderança, com Jair Bolsonaro, do PL, em segundo lugar. Completavam a chapa Ciro Gomes, Simone Tebet, Soraya Thronicke, Luiz Felipe D'Ávila, Vera Lúcia, Sofia Manzano, Padre Kelmon, Constituinte Eymael e Léo Péricles. A disputa presidencial seria acompanhada através de um mapa de votação que mostraria, em tempo real, qual candidato liderava em cada unidade da federação, com detalhamento que ia desde o estado até o município e, nas capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes, até a zona eleitoral.
A eleição para o Senado apresentava um cenário particularmente competitivo. Seriam escolhidos 27 senadores — um para cada estado mais o Distrito Federal — e havia 241 candidatos registrados disputando essas vagas. Isso representava uma média de 8,9 postulantes por cadeira, tornando a eleição senatorial a mais concorrida em pelo menos três décadas. Os leitores poderiam acompanhar essa disputa através de buscas organizadas por estado, nome do candidato ou partido.
O sistema montado pelo GLOBO funcionaria como um painel de controle da democracia brasileira em ação. Conforme cada urna fosse apurada e seus dados chegassem ao TSE, a informação seria transmitida simultaneamente para o site do jornal, permitindo que qualquer pessoa com acesso à internet pudesse ver a eleição se desenrolar em tempo real. Não havia espera de horas para os resultados; não havia intermediários entre a contagem e o conhecimento público. Era uma tentativa de transparência total, de oferecer ao eleitorado uma visão completa e atualizada a cada minuto de como seu país estava escolhendo seus líderes.
Citations marquantes
A eleição para o Senado era a mais concorrida em pelo menos 30 anos, com média de 8,9 candidatos por vaga— TSE